Palmeiras perde do Paysandu e adia conquista da Série B

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Por Fabian Chacur

Com gol do bizarro Yago Pikachu, o Paysandu venceu o Palmeiras pelo placar de 1 a 0 na noite desta terça-feira (12) na cidade de Belém (PA). Com o resultado, o time paulistano não conseguiu vencer de forma antecipada o título de campeão do Brasileirão da Série B, e joga por um empate neste sábado (16) contra o Boa Esporte em São Paulo para garantir a conquista.

Com um time bastante desfigurado em relação ao que está atuando habitualmente, o Palmeiras fez um primeiro tempo simplesmente modorrento, tentando poucas investidas contra o adversário, que, procurando fugir de um rebaixamento que parece inevitável, atacava de forma atabalhoada e incompetente ao extremo.

A rigor, tivemos apenas dois lances mais agudos nos 45 minutos iniciais. Um, a favor do time local, ocorreu aos 31 minutos após erro de passe bisonho de Egúren que exigiu de Fábio, maior surpresa da escalação, uma defesa difícil. Aos 35 minutos, Juninho mandou uma bomba que o goleiro adversário espalmou na raça.

Desesperado, o time treinado pelo inacreditável Vagner Benazzi entrou para a etapa final disposto a fazer um gol de qualquer jeito. Quase toma aos 3 minutos, quando novamente Juninho acertou um chute forte que o goleiro do time azul se desdobrou para espalmar. Henrique, aos 7 minutos, quase faz contra em desvio.

Aí, aos 13 minutos, uma mistura de rapidez do sistema ofensivo do Paysandu aliado à desatenção da defesa alviverde permitiu que Yago Pikachu, livre, abrisse o marcador. Logo em seguida, o zagueiro André Luiz deu sua vaga a Serginho, e o time dirigido por Gilson Kleina resolveu ir para o ataque e criar chances.

Pena que, embora tivesse ficado quase que o tempo todo no campo defensivo do Paysandu, Felipe Menezes e sua turma tenham sido extremamente ineficientes, com cabeçadas fracas, chutes chochos e erros de passe nas horas cruciais. O melhor momento foi uma bola de Alan Kardec que atingiu a trave.

As entradas de Fernandinho e Caio Mancha nos lugares de Wendel e Ananias agitaram um pouquinho mais, mas nada que gerasse o gol de empate que nos proporcionaria a conquista antecipada da taça da Série B. E o Paysandu, que não chegou mais perto da meta alviverde após fazer seu gol, acabou ganhando a partida.

obs.: péssima a transmissão do glorioso SporTV. No primeiro tempo, o sinal caiu o tempo todo, como se a partida estivesse sendo transmitida de Marte, Vênus ou Saturno. E pensar que a gente paga (caro pacas!) para ver isso…

Notas dos jogadores do Palmeiras:

Fábio – 7 – Muito seguro, fez boas defesas e não teve nenhuma culpa no gol. Parece ter muito futuro pela frente.

Wendel – 5,5 – O esforço de sempre, com a pouca eficiência no apoio de sempre. Deu seu lugar aos 28 minutos da etapa final para Fernandinho – 6,0 , que fez mais do que Felipe Meneses no jogo todo.

Henrique – 5,5 – Mostrou muita garra e foi bem na defesa e ataque, mas acabou expulso de forma infantil no finalzinho da partida.

André Luiz – 5,0 – Discreto e sério na zaga como sempre, sem comprometer. Aos 15 minutos do segundo tempo, foi substituído por Serginho – 6,0 -, que embora com pontaria não muito boa agitou mais o jogo e cavou faltas que foram mal aproveitadas.

Juninho – 7,0 – Por incrível que pareça, foi o melhor em campo do Verdão, com dois belos chutes que exigiram boas defesas do goleiro adversário e bastante iniciativa durante toda a partida.

Marcio Araújo – 2,0 – Certamente já deve ter atingido a marca de mil passes errados com a camisa do Palmeiras. Só nesta partida deve ter errado uma tonelada. Não dá a menor segurança ao torcedor, e pode ser premiado com uma renovação de contrato. Socorro!

Egúren – 4,0 – Totalmente fora de ritmo, quase proporciona um gol fácil ao adversário em passe errado digno de Márcio Araújo aos 39 minutos.

Marcelo Oliveira – 3,5 – Outro que corre, corre, corre e não consegue render nada de muito significativo ao time, jogue de volante, zagueiro ou lateral.

Felipe Menezes – 1,0 – Alguém precisa avisar a esse jogador que meia significa meia armador, e não meia boca. Simplesmente horroroso como articulador.

Ananias – 2,0 – Só foi visto em campo quando deu seu lugar aos 34 minutos do segundo tempo a Caio Mancha – 3,5 , que pelo menos correu, o que não significou muita coisa em termos práticos.

Alan Kardec – 6,0 – Mesmo muito abaixo do que pode render, mandou uma bola na trave no segundo tempo e estava na área para cabecear as poucas bolas que chegaram em sua direção.

Gilson Kleina – 4,5 – Desta vez mereceu a pecha de retranqueiro, pois entrou com um caminhão inútil de zagueiros e volantes contra um adversário limitadíssimo. Quando tentou mudar, o time já estava apanhando, e não conseguiu reverter o placar. E insistir com Felipe Menezes e Marcio Araújo é pedir para ser criticado pelo torcedor.