Palmeiras perde Derby no Itaquerão

Em 2017, o Palmeiras perdeu todos os jogos realmente decisivos nos torneios que disputou. Neste domingo (5), precisava vencer ou ao menos empatar com o seu principal rival, o Corinthians, para continuar na disputa do Brasileirão 2017. Infelizmente, manteve  o padrão negativo: perdeu por 3 a 2 e está fora da disputa pelo título, se não matematicamente, ao menos pela lógica. E, também só para variar, foi prejudicado por um árbitro. A diretoria certamente aceitará passivamente…

O início do clássico até que parecia favorável ao Verdão, com duas chances razoáveis em menos de dois minutos, com Mina (de volta após muito tempo fora) e Borja. Mas o time da casa reagiu e ficou próximo do gol aos 6 minutos, com Rodriguinho chutando para boa defesa de Prass.

Aos 15 minutos, Rodriguinho chuta para fora, e aos 17 minutos, Prass faz boa defesa em chute de Fagner. Logo a seguir, Borja recebe passe, faz boa jogada e chuta forte, com a bola passando perto da meta alvinegra.

Aí, o lance que decidiu a partida. Romero recebe, impedido, passe de Rodriguinho, e marca, aos 27 minutos. Logo a seguir, Jô fica cara a cara com Prass, que põe para escanteio. Após a cobrança, o goleiro e a defesa vacilam feio, batendo cabeça, e o zagueiro Balbuena marca, aos 29 minutos.

Atordoado, o Palmeiras tentou reagir, com Borja ficando cara a cara com Cassio mas sendo travado legalmente na hora em que arremataria. E, aos 34 minutos, a esperança voltava, com Yerry Mina marcando de cabeça, após cobrança de escanteio de Dudu. Mas o time deu muito espaço ao rival.

Aos 36 minutos, Edu Dracena e o “ético” Jô se enrolam na grande área alviverde, e o árbitro marca um pênalti discutível, que o atacante corintiano cobrou com perfeição, ampliando para 3 a 1 aos 37 minutos. Quando o primeiro tempo foi encerrado, a impressão é que a partida havia acabado ali.

Com Róger Guedes na vaga de Keno, o Palmeiras voltou para o segundo tempo com a mesma falta de inspiração dos 45 minutos iniciais, e não criava uma única oportunidade decente de gol. De quebra, ainda via o fraquíssimo Romero fazer a festa pelo lado esquerdo da defesa alviverde. O quarto gol parecia iminente.

Só que não. Na primeira jogada incisiva da etapa final, Moisés acertou um belo chute na área alvinegra e diminuiu a vantagem do adversário, aos 22 minutos. No entanto, a reação parou por aí, e a partida ficou truncada, feia e sem oportunidades realmente claras de gol, afora um bate-rebate praticamente no último lance da partida na área adversária. E 2017 acabou…

 

As notas dos jogadores do Palmeiras:

Fernando Prass5,0– Fez duas boas defesas, mas falhou junto com a zaga no primeiro e terceiro gol do adversário.

Mayke4,0– Fraco no ataque e fraco na defesa.

Yerry Mina6,0– Mesmo fora de ritmo de jogo, ainda fez um golzinho.

Edu Dracena6,0– A garra de sempre.

Egídio3,5– Muito mal em termos defensivos e pouco produtivo no apoio ao ataque.

Bruno Henrique4,5– Pouco produtivo. Saiu aos 21 minutos do segundo tempo substituído por Guerra-2,0, que não foi visto em campo.

Tchê Tchê5,0– Esforçado, mas fez pouca coisa. Saiu aos 40 minutos do segundo tempo substituído por Deyverson-zero!, que conseguiu ser expulso aos 46 minutos por uma cotovelada idiota. Meu Deus…

Moisés6,5– Lutou muito, mas ainda não recuperou a qualidade técnica que o caracterizou em 2016. Ao menos fez um gol.

Dudu4,0– Muito abaixo do que sabe jogar. E quando ele vai mal, o time invariavelmente vai mal…

Keno3,0– Não foi nem sombra do Keno das partidas anteriores. Saiu no intervalo substituído por Róger Guedes-1,0, que fez exatamente o que realizou nas partidas anteriores que jogou este ano, ou seja, nada.

Borja5,0– Lutou e fez umas duas boas jogadas, mas esteve abaixo do que realizou nas quatro partidas anteriores.