Palmeiras mostra deficiências, mas vence bem o Atlético Tucumán

Ninguém imaginava que seria muito fácil. Apesar de ter sido desclassificado da competição, o Atlético Tucumán foi o segundo melhor time do grupo e dificultou muito a nossa vida. Além disso, veio para o Brasil para jogar futebol e não para arrumar encrenca.

A torcida mais uma vez fez a sua parte. Quase todos os ingressos foram vendidos para uma partida que não era propriamente uma decisão. O time que entrou em campo era exatamente aquele que todos imaginavam, com Thiago Santos na vaga de Felipe Melo e Roger Guedes do lado direito do ataque.

Também teve aquela pressão inicial que o Cuca (e nós) gostamos de ver e o primeiro gol saiu depois de uma bela jogada ensaiada e que o ótimo Yerry Mina mandou pro fundo das redes. É muita qualidade num time só.

Roger Guedes, que estava animado e tinha muita liberdade para atacar, e quase fez o seu. Depois disso, o time argentino veio pra cima e, explorando o lado esquerdo da nossa defesa, carimbou a trave. Foi por muito pouco, mas o sinal de alerta deve ser aceso, o nosso sistema defensivo está em frangalhos.

Talvez já sabendo do resultado da partida entre Peñarol x Jorge Wilstermann, o Palmeiras tirou o pé e os argentinos tiveram mais chances para empatar o jogo. Tchê Tchê jogou um pouco melhor, mas continua decepcionando no meio-campo.

Quem fez a diferença no setor foi o Thiago Santos. Muita gente dizia que ele não tem muitos recursos, tem uma saída de bola ruim, blá, blá, blá… A verdade é que o Thiago teve uma evolução incrível desde que chegou ao Palmeiras e foi o melhor jogador em campo.

A grande decepção mais uma vez foi o Miguel Borja. Ao contrário do Alejandro Guerra, que parece já ter se adaptado ao futebol brasileiro, o Borja ainda não faz parte do time. Claro que o colombiano já fez vários gols, mas está longe de ser o atacante que todos esperam.

Cuca mais uma vez afirmou que vai continuar apostando no Borja e que a torcida precisa ter paciência com ele. Bem, paciência de torcida é igual dinheiro na mão, não dura muito. Se ele não se adaptar logo ao futebol brasileiro, não pode continuar como titular. É simples.

Ah, sim. A entrada do Michel Bastos no segundo tempo mostrou que ele está merecendo um lugar como titular nesse time. Seja como lateral esquerdo, como volante ou até como meia. Escolhe aí, Cuca!

Agora temos um clássico já neste sábado. Mal dá tempo pra treinar e corrigir os erros, mas temos que voltar a vencer no Morumbi. Ta aí mais um tabu que eu quero muito quebrar!

Abraço a todos!