Palmeiras joga mal, mas consegue a classificação na Copa do Brasil

Apesar da obsessão recente da torcida pela Libertadores, a Copa do Brasil não deixou de ser a competição mais emocionante da temporada, com o seu mata-mata entre adversários tradicionais, e também contra “zebras” que acabam surpreendendo os mais acomodados.

Outra característica da Copa do Brasil é que nem sempre o time que joga um futebol mais brilhante segue vivo no torneio. Bem, o Palmeiras fez mais uma apresentação sofrível, mas conseguiu forças na segunda etapa para segurar o Internacional e ainda conseguiu um gol que nos classificou para as quartas de final.

Sem poder contar com o Guerra, Cuca colocou o Jean no meio e o Fabiano na lateral-direita. No ataque, o Willian Bigode mais uma vez como centroavante. Nenhuma das alterações deu resultado. O time não resistiu à pressão inicial do Inter e levou um gol logo de cara.

O cada vez mais fominha Roger Guedes conseguiu empatar a partida, mas aquela velha regra foi aplicada: na dúvida, sempre contra o Palmeiras. Ainda tivemos um pênalti claríssimo que deveria ser marcado a nosso favor, mas o árbitro Ricardo Marques não reparou que o zagueiro do Inter meteu a mão na bola para impedir o gol de Willian Bigode.

Apesar da arbitragem ruim, o grande problema era o Palmeiras mesmo. Jean não funciona como meia, Dudu irreconhecível e o Willian Bigode é um bom segundo atacante e não um centroavante. Tchê Tchê segue jogando só com o nome e o Palmeiras praticamente não criou nenhum lance mais agudo na primeira etapa.

Edu Dracena também estava muito mal e foi sacado para a entrada de Thiago Santos. Felipe Melo foi recuado mais uma vez para a zaga e o Inter se aproveitou da situação para fazer o segundo gol. 2×0 que dava a classificação para os gaúchos.

Cuca resolveu tirar o Roger Guedes, que insiste em jogar pra ele mesmo, para colocar o Miguel Borja. Tudo bem, mas o time continuava sem meio campo. O caminho então era jogar pelas laterais e meter bola aérea para os nossos quatro atacantes: até o Yerry Mina estava no comando do ataque.

O Inter recuou demais e teve sorte que aquela bola do Willian não entrou, bateu na trave e no rebote o goleiro deles salvou logo em seguida. Quem nos salvou foi a persistência e a força de vontade do Thiago Santos.

O volante anulou completamente o D’Alessandro no meio-campo e ainda fez um gol de cabeça que nos salvou de mais uma desclassificação. Só temos a agradecer ao Thiago Santos, mas é muito pouco para um clube que investiu tanto para ter um time equilibrado, mas ainda não tem.

Claro que o técnico Cuca também está incomodado com o futebolzinho que está sendo apresentado e cobra a diretoria por reforços. Mas será que só isso basta?

Parece que quem está no elenco não está muito preocupado com os adversários, acha que vai conseguir os resultados sem muito esforço e que tudo vai dar certo no final por causa da força da camisa, da torcida, do Allianz Parque, etc…

Domingo, o nosso adversário será o Atlético-MG. Será que a atitude será a mesma?

Abraço a todos!