Palmeiras goleia River mas sai da Libertadores

A nossa parte, a gente fez. E bem. Pelo placar de 4 a 0, o Palmeiras venceu o River Plate do Uruguai na noite desta quinta-feira (14) na Allianz Parque. O resultado, no entanto, não foi suficiente, pois o Rosario Central venceu o Nacional (Uruguai) por 2 a 0, e dessa forma o Verdão foi eliminado ainda na primeira fase da Taça Libertadores da América 2016. Uma pena. Foram mais de 30 mil torcedores presentes, um belo público.

Como seria de se esperar, o Palmeiras veio com tudo para cima do River Plate uruguaio. Com menos de 2 minutos de jogo, duas finalizações já haviam sido realizadas. Os cruzamentos malfeitos, no entanto, atrapalhavam desde o começo. Jogando aberto, o espaço para os contra-ataques se mostrava grande.

Aos 9 minutos, o adversário por pouco não aproveitou um vacilo da zaga alviverde, mas a bola felizmente passou por cima da meta. A pressão continuou, e aos 18 minutos, virou gol. Robinho fez boa jogada e, mesmo caído no chão, passou para Egídio, que igual a um centroavante finalizou com segurança.

Com o placar a seu favor, o time dirigido por Cuca manteve sua pressão, sendo eventualmente fustigado pelo River. Para felicidade do palmeirense, Fernando Prass se mostrou muito atento, com boas saídas do gol. Aos 30 minutos, Lucas Barrios chutou forte, mas o goleiro espalmou, em grande defesa.

Aos 45 minutos, um susto daqueles, com Prass evitando gol certo dos uruguaios. E aí, uma assistência milimétrica de Alecsandro achou Allione livre, e o argentino não titubeou, ampliando o marcador para o time da casa aos 48 minutos. No Uruguai, no entanto, o Rosario Central fazia 1 a 0 contra o Nacional.

O segundo tempo se manteve da mesma forma, com o Palmeiras tentando ampliar o marcador e o River se mostrando incompetente para incomodar, mesmo tendo pelo menos duas boas oportunidades de gol, ambas aos 14 minutos. Até que, aos 27 minutos, Allione aproveitou o rebote do goleiro após chute de Alecsandro e ampliou o marcador.

O quarto gol parecia inevitável, e acabou ocorrendo aos 27 minutos, em cobrança de pênalti sofrido por Alecsandro que o próprio converteu. Como o Rosario Central já havia feito seu segundo gol no Uruguai, o resultado alviverde se mostrou totalmente inútil. A desclassificação se concretizou, algo que não ocorria em primeira fase da Libertadores desde 1979. Fazer o que?

As notas dos jogadores do Palmeiras:

Fernando Prass7,5– Com boas saídas do gol, conseguiu impedir o adversário de fazer gols que poderiam ter sido decisivos.

Jean6,0– Bem presente no apoio ao ataque, mas errando muitos cruzamentos.

Thiago Martins5,5– Progredindo e promissor, mas ainda fazendo algumas faltas bobas em momentos não adequados da partida.

Vitor Hugo6,0– A regularidade e a seriedade de sempre.

Egídio7,0– Muito bom no apoio, especialmente no primeiro tempo, e ainda fez o primeiro gol da partida, em jogada de puro oportunismo.

Gabriel5,0– Vai aos poucos recuperando o ritmo de jogo, mas ainda discreto. Saiu aos 29 minutos do segundo tempo substituído por Rafael Marques-sem nota, que entrou com o jogo já definido.

Matheus Sales6,0– Progresso em relação aos jogos anteriores, com mais segurança no desarme e menos erros de passes.

Robinho5,5– Irregular, mas deu a assistência para o primeiro gol e não fugiu do jogo. Saiu aos 12 minutos do segundo tempo substituído por Cleiton Xavier-6,0, que voltou com direito a bons passes e tentativas de chutes a gol. Pode ser bem útil no resto da temporada.

Allione8,0– Fez dois gols e se movimentou bastante.

Alecsandro7,0– Um gol de pênalti e buscando o jogo o tempo todo.

Lucas Barrios5,0– Não estava muito inspirado, provavelmente por condições físicas não muito adequadas. Saiu aos 12 minutos do segundo tempo substituído por Erik-6,0, que entrou com vontade e deu trabalho à defesa adversária.