Sem meio-campo, Palmeiras fica apenas no empate com o Santos

O Palmeiras não é mais 100% no Allianz Parque. Com vários desfalques, o Palmeiras teve dificuldade para ameaçar o Santos desde o início, apesar do apoio da torcida que lotou o estádio, batendo mais um recorde: 40.035 torcedores. Mas não estavam dizendo que a torcida estava diminuindo? Pois é.

O primeiro gol palmeirense saiu logo nos primeiros minutos da partida. Yerry Mina subiu mais alto do que todo mundo e, no primeiro pau, desviou de cabeça para o outro canto. 1×0.

Infelizmente, perdemos o Moisés que ainda não estava recuperado da lesão e o meio-campo poucos minutos depois. Cuca tinha outras opções para a posição, o Cleiton Xavier ou até o Fabrício, mas optou pelo Arouca, que está claramente fora de forma e sem ritmo de jogo.

Além disso, o clima beligerante que toma conta dos jogos entre Palmeiras x Santos contribuiu para que o nível técnico da partida fosse jogado no lixo. Muitas faltas, provocações de ambos os lados e poucas chances de gol foram criadas na primeira etapa. 48 minutos apenas de bola rolando.

Antes do final do primeiro tempo ainda perdemos Yerry Mina, que sofreu uma lesão e saiu chorando de campo. Edu Dracena o substituiu com muita qualidade.

O Palmeiras poderia ter ampliado o placar logo no início do segundo tempo. O péssimo Wilton Pereira Sampaio deixou de marcar pênalti que todo mundo viu na hora, menos ele. Zeca meteu a mão na bola dentro da área e ficou por isso mesmo. Quando Barrios fez o mesmo, fora da área, ele marcou falta.

O que mais me revolta é que o bandeirinha, que estava de frente para o lance, não se manifestou e o Palmeiras acabou sendo prejudicado mais uma vez.

O Santos achou um gol logo aos dez minutos da segunda etapa. Depois de uma saída de bola errada de Arouca, o “simpático” Gabriel chutou de fora da área, a bola bateu na canela de Vitor Hugo e tirou Fernando Prass da jogada. 1×1.

Depois do gol, Cuca queimou uma substituição ao tirar o Lucas Barrios para colocar o Leandro Pereira. Bem, embora muita gente atrás do banco de reservas estivesse xingando o Barrios, o que faltava naquele momento era alguém no meio-campo que fizesse a bola chegar ao ataque.

Mais uma vez, o nome do Cleiton Xavier (ou quem sabe o Vitinho) não foi lembrado e o Palmeiras continuou sem alguém pensando o jogo no meio-campo e só não levou a virada porque a equipe estava defensivamente muito bem.

Matheus Sales mais uma vez colocou o tal Lucas Lima no bolso e até mesmo o Zé Roberto, no alto dos seus 42 anos, estava impecável do lado esquerdo.

Diante de tantos erros, e com tantos desfalques, o empate acabou sendo amargo e bom ao mesmo tempo. Ah, ficou também uma certeza: é muito difícil ficar sem a velocidade e a objetividade de Roger Guedes e Gabriel Jesus. Sem um deles até dá, mas sem os dois…

 

Abraço a todos!