Palmeiras escapa do rebaixamento no total sufoco

Por Fabian Chacur

O torcedor palmeirense não merecia sofrer tanto. Mas, pelo menos, o final desta vez foi, digamos assim, “feliz”. Ficamos no empate por 1 a 1 contra o Atlético-PR na tarde deste domingo (7) na Allianz Parque. Graças às derrotas de Bahia e Vitória, no entanto, o resultado se mostrou suficiente para nos livrar do rebaixamento no Brasileirão 2014. No bico do corvo, mas livres.

Como seria de se esperar, o Palmeiras veio para o jogo extremamente nervoso e com um sistema defensivo confuso e convidativo ao adversário paranaense, que veio preparado para aproveitar as falhas dos palmeirenses. Aos 9 minutos, após um bate-rebate daqueles, Gabriel Dias salvou bola em cima da linha.

Na cobrança de escanteio, no entanto, ainda aos 9 minutos, Ricardo Silva saltou livre e, de cabeça, abriu o marcador para o Atlético-PR. Com a vitória parcial do Bahia em Curitiba, o Palmeiras estava caindo para a segundona. O torcedor alviverde começava a sofrer, e muito. Mas a sorte nos ajudaria.

Aos 18 minutos, Dráusio foi imprudente e desviou a bola com a mão na área do atlético paranaense. Pênalti, que Henrique, aos 19 minutos, cobrou com tranquilidade cirúrgica. Foi seu 16º gol no Brasileirão 2014, e o primeiro na Allianz Parque feito por um jogador alviverde. Precisamos tomar três antes…

Mesmo com o empate, o Palmeiras continuou intranquilo, e mesmo jogando com muita garra, proporcionou vários contra-ataques ao adversário. Não fosse Fernando Prass em grande forma, poderíamos perfeitamente termos tomado o segundo e até o terceiro gol. Mas escapamos desse destino horrível.

O segundo tempo mostrou o time dirigido por Claudinei Oliveira mais relaxado e sem tanta pressão em cima do Verdão, mas mesmo assim Mário Sérgio fez grande jogada aos 16 minutos, passando por vários jogadores e só não fazendo o gol porque sua conclusão foi ridícula, para dizer o mínimo.

Na base da garra e com o comando do contundido Valdivia (um leão em campo), o Palmeiras até criou algumas oportunidades de gol, mas não teve competência para vencer a partida. No fim das contas, o Bahia e o Vitória perderam, e assim o Palmeiras se manteve na elite do futebol brasileiro.

Que o time em termos morais merecia ter caído, ah, lá isso merecia. Mas o torcedor não podia pagar mais esse mico, e os deuses da bola resolveram nos poupar. Que em 2015 o sr. Paulo Nobre possa se redimir de sua péssima gestão no futebol alviverde e nos devolva o Palmeiras de verdade.

As notas dos jogadores do Palmeiras:

Fernando Prass- 8,0– Um verdadeiro paredão, ajudando o time a ao menos garantir um sofrido empate. Merece uma defesa melhor.

João Pedro- 5,5– Bom no apoio, fraco na defesa, mas esbanjou garra e lutou muito.

Nathan- 6,0– Vinha muito bem na partida, mas saiu contundido aos 14 minutos do segundo tempo. Foi substituído por Victorio-4,0-, que arrancou arrepios do torcedor alviverde.

Lúcio- 4,0– Ex-jogador em atividade. Simples assim.

Victor Luis -5,0– Pouca técnica, mas um guerreiro. Merece muito respeito por parte do palmeirense.

Gabriel Dias -5,5– Merece ser melhor aproveitado em 2015, pois mostrou potencial nas partidas em que jogou.

Renato – 5,0– Outro bom fruto da base que não pode ser queimado por essa campanha ridícula de 2014.

Wesley- 2,0– Não foi visto em campo. Saiu aos 7 minutos do segundo tempo substituído por Cristaldo-4,0-, que ainda está muito fora de forma, mas que demonstra ter potencial para mais.

Valdivia -10,0– Fez o que se esperava dele: mesmo contundido, lutou feito um leão e ainda orientou o time. Esse é o mago de que tanto gostamos!

Mazinho- 5,0– Lutou muito e merece respeito por isso. Saiu aos 24 minutos substituído por Pablo Mouche-5,0, que certamente merece ser melhor aproveitado em 2015 pelo outro técnico que virá nos dirigir.

Henrique- 6,0– Mostrou muita disposição, além de esbanjar sangue frio na hora de cobrar o pênalti que nos manteve na série A em 2015. Tomara que fique, pois será útil para nós.