Palmeiras empata mesmo com dois a mais

Por Fabian Chacur

Os jogadores do Palmeiras parecem mesmo dispostos a acabar com qualquer fiapo de paciência de seus torcedores, mesmo aqueles mais tranqüilos e confiantes.

Na noite deste domingo (25), tivemos dois jogadores a mais em campo contra o Atlético (GO) em Goiânia durante quase metade da partida.

No entanto, mais uma vez não soubemos aproveitar essa enorme vantagem numérica e ficamos em um ridículo empate, o 12º em 26 partidas do Brasileirão 2011. Esses atletas devem querer entrar para o livro Guiness dos Recordes. Só pode ser isso.
Enquanto os clubes mantinham o mesmo número de jogadores em campo, a partida se mostrou repleta de correria e faltas violentas de parte a parte, especialmente da equipe goiana.

Aos 24 minutos, o Palmeiras aproveitou seu melhor momento no jogo e abriu o marcador. A jogada, única da equipe, foi a de sempre: Marcos Assunção bateu falta, Henrique cabeceou e fez o gol.

O Verdão teve pelo menos mais duas boas chances para ampliar o marcador, com Marcos Assunção e Fernandão, mas acabou perdendo as duas, como de praxe.

Aí, o violento Anderson fez falta grotesca em Fernandão e acabou sendo expulso aos 42 minutos.
Na etapa final, Luan quase amplia o marcador, com chute de Luan. O Atlético (GO), mesmo com um a menos, criou duas chances nítidas de gol, aos 9 e aos 10 minutos.

Aos 16 minutos, Vitor Júnior é expulso ao reclamar de forma absurda do juiz, pois a falta que ele pedia foi marcada e o cartão que ele exigia para o jogador palmeirense João Vitor também foi dado. O cara parecia que estava surtando.

Aos 19 minutos, entrou Maikon Leite no lugar de Tinga. Um elenco normal de jogadores certamente aproveitaria o momento para liquidar o jogo, ampliando o placar e depois tocando a bola e deixando o tempo passar. Obviamente, não foi isso o que ocorreu com o nosso.

Sem criatividade, o Palmeiras ficava tocando a bola de forma inútil e sem mostrar a menor capacidade de marcar gols. Por sua vez, o time treinado pelo inacreditável Hélio dos Anjos vinha com tudo, e teve pelo menos três chances claras de gol.

De quebra, João Vitor teve de ser substituído por Pedro Carmona ao levar violenta cotovelada do jogador Pituca. A falta não foi marcada e o jogador não tomou amarelo.

Aos 35 minutos, o que o torcedor alviverde temia se concretizou. Thiago Feltri aproveitou boa jogada de seu ataque e a ineficiência do setor defensivo verde para empatar.

A partir daí, tivemos o de sempre: bolas alçadas de forma imbecil/burocrática na área, uma ou outra defesa inacreditável do goleiro adversário e mais um empate que solidifica a tendência de, novamente, acabarmos no meio da tabela do Brasileirão.