Palmeiras empata com o Sport no Palestra Itália

Existem inúmeros clichês repetidos à exaustão pelos comentaristas esportivos de ontem, hoje e sempre. Apenas um é infalível: uma única desatenção pode mudar o placar de uma partida. Foi exatamente o que ocorreu hoje, no empate de um a um entre Palmeiras e Sport Recife, no estádio Palestra Itália. O Verdão havia feito um bom primeiro tempo, no qual conseguia uma justa vitória por um a zero, com gol de Keirrison de pênalti, sem proporcionar praticamente nada ao adversário. Aí, aos 45 minutos, um lance de falta. Paulo Baier, que fez partida apagada, cobra bem, a bola cai na área, a defesa alviverde marca bobeira e o atacante Wilson recebe livre, fuzilando Marcos. De quebra, outra desgraça: o atacante é expulso.

Ou seja, se a idéia natural dos comandados de Nelsinho Batista seria se fechar na defesa para garantir o placar, na etapa final, imaginem com a desvantagem de um atleta em campo. Não deu outra. Nos 45 minutos iniciais, afora essa vacilada imperdoável, havíamos dominado a partida por completo, com bom desempenho especialmente de Pierre, Fabinho Capixaba e Pablo Armero. Inclusive, o tal “gol no começo”, que muitos consideram essencial, já havia sido feito. Não adiantou nada…

A ducha de água fria se fez sentir na equipe palestrina durante a etapa final. Logo aos cinco minutos, Maurício Ramos cabeceou para fora cruzamento de escanteio. Aos 10, foi a vez de Diego Souza chutar forte, para desvio do goleiro Magrão, que defenderia outra cobrança de falta do mesmo atleta aos 21 minutos. Contundido, Edmílson deu lugar a Evandro.

Aos 22 minutos, entraram Ortigoza e Marquinhos nas vagas de Lenny e Fabinho Capixaba, alterações que pouco ajudaram na alteração do panorama da partida: Palmeiras atacando e não conseguindo criar muitas chances reais de gol, Sport retraído e ganhando tempo de todas as formas possíveis.

A última grande oportunidade ocorreu aos 42 minutos, com Diego Souza cabeceando para fora. No final das contas, as mais de 22 mil pessoas presentes saíram com o sabor amargo de lição de casa não cumprida, embora o time ainda continue vivo na Libertadores.