Palmeiras empata com o Cruzeiro em reação incrível

Após sair do primeiro tempo perdendo por 3 a 0, o Palmeiras reagiu de forma impressionante e, em 19 minutos, empatou a partida, realizada na noite desta quarta-feira (28) na Allianz Parque, em São Paulo, perante 32.067 torcedores.

No fim das contas, o empate pelo placar de 3 a 3 contra o Cruzeiro, na partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil, acabou sendo um bom resultado. Vitória simples no jogo de volta, em Belo Horizonte, no dia 26 de julho, nos classificará.

O começo do Palmeiras chegou a entusiasmar, com uma boa oportunidade nos pés de Willian logo a 28 segundos. Aos 5 minutos, Guerra faz uma belíssima jogada, vindo do seu campo de defesa até o ataque, chutando forte e obrigando Fábio a mandar a bola para escanteio. A coisa parecia ter futuro…

Até que, em vacilada dos jogadores do ataque, o Cruzeiro inicia um contra-ataque rápido pelo lado direito da defesa alviverde, com a bola sendo cruzada para Thiago Neves, que finalizou aos 6 minutos e abrindo o marcador para o clube de Belo Horizonte. Era o seu primeiro ataque na partida.

Atrás no marcador, o time alviverde parece ter sentido o baque, tanto que suas duas próximas finalizações, aos 14 minutos com Zé Roberto batendo falta, e aos 17 minutos, com Róger Guedes, foram bisonhas. Enquanto isso, a segunda do adversário foi matadora: gol de Robinho, finalizando uma bela trama cruzeirense iniciada pelo lado esquerdo da nossa defesa.

Com a desvantagem aumentada, a coisa ficou ainda mais bagunçada no time alviverde. Um bom chute de Tchê Tchê se mostrou exceção, exigindo boa defesa de Fábio. Aí, veio o terceiro ataque do time de azul, e adivinhe? 3 a 0, com Alisson marcando aos 30 minutos. A casa despencou.

Egídio entrou na vaga de Fabiano, e o time alviverde continuou esbanjando afobação, nervosismo e finalizações irritantes e patéticas, principalmente com Róger Guedes. Enquanto isso, os comandados de Mano Menezes se limitaram a tocar a bola e aproveitar a incompetência alheia para garantir o placar.

Borja voltou para o segundo tempo na vaga do contundido Guerra, e o Verdão voltou com um espírito totalmente diferente, e logo aos 6 minutos, fez seu primeiro gol, com Dudu finalizando jogada criada por ele, Borja e Zé Roberto. Aos 10 minutos, Willian, em quase bicicleta, exigiu bela defesa de Fábio.

Acuado, o Cruzeiro viu Dudu fazer seu segundo gol na partida aos 15 minutos, após um passe de Borja, de cabeça. Empurrado pela torcida, composta por 32.067 pessoas no total, o Palmeiras chegou ao empate aos 19 minutos, com Willian finalizando após um bate-rebate na área cruzeirense.

Como seria de se esperar, os comandados de Cuca não conseguiram manter o mesmo ritmo alucinante durante toda a etapa final, mas mesmo assim continuou dominando as ações. Tanto que o Cruzeiro só chegou perto da meta do Verdão em cobrança de falta de Thiago Neves, aos 34 minutos.

Aos 38 minutos, o endiabrado Dudu avançou pela ponta direita, superando seu marcador desde o meio-campo, e cruzou, para boa defesa de Fábio, que chegou antes de Keno. O mesmo Keno cabeceou para fora aos 39 minutos, enquanto Thiago Neves cruzou com perigo aos 42 minutos. Edu Dracena cabeceou para fora aos 47 minutos, após escanteio, na última chance alviverde.

 

As notas dos jogadores do Palmeiras:

Fernando Prass6,0– Não teve culpa nos três gols, mas também não chegou a ser muito exigido, por incrível que possa parecer.

Fabiano3,0– Muito mal, como o resto do time, mas foi o escolhido por Cuca para ser logo sacrificado, pois saiu aos 32 minutos do primeiro tempo, dando sua vaga a Egídio6,5-, que começou mal, mas reagiu bastante, junto com o time, na etapa final, com direito a vários cruzamentos interessantes.

Yerry Mina6,5– Mais uma vez se mostrou melhor na parte ofensiva do que na defensiva, ajudando a empurrar o time para cima do adversário.

Edu Dracena5,5– Primeiro tempo fraquinho, melhorou no segundo.

Zé Roberto5,0– Um primeiro tempo desastroso, que ele compensou com muita garra e disposição na etapa final.

Thiago Santos6,0– Jogou aparentemente no sacrifício, e se mostrou muito útil, especialmente nos 45 minutos finais.

Tchê Tchê5,5– Apresentação mediana durante toda a partida.

Guerra6,0– Começou muito bem, quase fazendo um golaço, mas caiu, especialmente no final do primeiro tempo. Saiu no intervalo, substituído por Borja-7,0, que pode não ter feito gol, mas deu assistências e ajudou a botar fogo na partida.

Dudu8,0– Após um primeiro tempo no qual esbanjou nervosismo, o nosso Pequeno Gigante retornou a campo endiabrado, com direito a dois gols e a infernizar a defesa cruzeirense.

Róger Guedes5,5– Após um primeiro tempo fraquíssimo, melhorou na etapa final, junto com o time. Substituído aos 35 minutos do segundo tempo por Keno-5,0, que se esforçou, mas sem muita inspiração.

Willian7,0– Fez o gol de empate e esbanjou aplicação, como de praxe.