Palmeiras empata com o Botafogo em Araquarara

Lutando muito e criando inúmeras chances de gol, o Palmeiras não passou de um empate contra o Botafogo pelo placar de 2 a 2 na tarde deste domingo (5/11) em Araraquara.

O resultado deixa o time em situação desesperadora no Brasileirão 2013, especialmente devido à vitória do Sport no Rio contra o Vasco. O time esbanjou vontade, mas suas falhas em momentos decisivos parecem definir o nosso destino na competição.

O rebaixamento parece inevitável. Mas Barcos fez dois gols e mostrou que ele, enquanto pessoa física, não merece esse destino.

A partida mostrou o time dirigido por Oswaldo Oliveira mais bem posicionado em campo, tocando a bola com mais consciência, enquanto o Verdão investia no entusiasmo.

Logo aos 10 minutos, Lodeiro obrigou Bruno a fazer uma boa defesa. Aos 16 minutos, Luan faz grande jogada individual e coloca Patrick Vieira na cara do gol. O jogador toca e a bola passa perto do gol adversário.

Aí, aos 20 minutos, Maurício Ramos erra passe, Andrezinho ganha a bola e lança Lodeiro, que se aproveita do lado direito da defesa alviverde totalmente livre, chuta e a bola vai na trave. O rebote volta para ele mesmo, que de cabeça abre o marcador.

Mesmo evidentemente nervoso, o time aos poucos foi tentando se recuperar, e aos 28 minutos, chegou ao empate. Marcos Assunção bateu escanteio, Patrick Vieira tocou de cabeça e deixou Barcos livre. O Pirata tocou com categoria e igualou o marcador.

Aos 30 minutos, mais uma vez pelo lado direito do nosso setor defensivo, quase o rival chegou ao gol. Teríamos ainda duas chances, com Marcos Assunção cobrando falta para fora aos 31 minutos e Luan cabeceando para fora aos 41 minutos.

A etapa final começou com a torcida alviverde penando. Em bom cruzamento de Andrezinho, Lodeiro recebe livre e finaliza, obrigando Bruno a novamente salvar a pátria.

Aos 9 minutos, Kleina parte para o tudo ou nada, tirando o lateral Artur, colocando o atacante Maikon Leite e improvisando Wesley na vaga do defensor, que pouco fazia na marcação e apoio no ataque.

Luan, aos 12 minutos, recebe um passe açucarado e finaliza, com a bola passando muito perto da trave esquerda do Botafogo, para desespero da torcida alviverde. Em outra jogada logo a seguir, Patrick Vieira recebe, mata bem, mas fura na hora de concluir.

Acertando a marcação e esbanjando vontade, o time cria mais uma boa jogada e novamente Luan manda para fora, aos 14 minutos, gerando o coro “Obina, Obina” por parte dos torcedores.

A pressão continua com Maikon Leite aos 16 minutos ganhando um escanteio após boa jogada individual. O time carioca não conseguia sair do seu campo. Infelizmente, em sua primeira tentativa na etapa final, nosso adversário se deu bem.

Lodeiro cruzou bola ao ganhar jogada contra Maurício Ramos e Elkeson pulou livre para, de cabeça, desempatar a partida. 2 a 1 Botafogo, aos 18 minutos da etapa final.

Sem muitas opções, Kleina tira Luan e coloca Obina, atendendo ao pedido da torcida. Aos 22 minutos, Maikon Leite chuta forte e a bola caprichosamente, mais uma vez, bate na trave. O gol não sai!

A coisa ficaria ainda pior aos 24 minutos, quando Patrick Vieira a rigor apanhou da bola, tropeçando nela na hora de tentar fazer o gol após defesa fantástica de Jefferson em chute de Maikon Leite. Típica manifestação do desespero.

A pressão continuou, com Obina cabeceando fraco ao receber bom passe de Barcos. Os espaços ficaram abertos para o Botafogo armar contra-ataques, mas o time carioca não os aproveitava, deixando o adversário perder mais gols.

Barcos fez outra boa jogada e chuta forte aos 30 minutos, mas o zagueiro tira em cima da linha. A sorte parecia toda do lado do Botafogo. Para deixar monge tibetano desesperado.

João Denoni sai aos 33 minutos, dando lugar a Correa, em aposta em mais um especialista na bola parada. Aos 35 minutos, Marcos Assunção bate falta e Jefferson pega com facilidade.

De quebra, logo em seguida Henrique começa a mancar, com o time já tendo feito as três substituições possíveis. Haja drama!

Aos 46 minutos, Barcos faz um golaço e empata o jogo quando ninguém esperava mais nada. Mas só a vitória nos ajudaria. O rebaixamento parece inevitável.