Palmeiras empata com a Ponte Preta na Allianz Parque

Dizem que o futebol não é um esporte justo, e partidas como a realizada na tarde deste domingo (21) na Allianz Parque pelo Brasileirão 2016 servem como um bom exemplo para esse clichê de comentaristas. O Palmeiras não conseguiu ir além de um empate de 2 a 2 contra o time da Ponte Preta, mesmo tendo jogado melhor do que o adversário, que bateu à vontade e não foi coibido pelo péssimo árbitro Heber Roberto Lopes.

O mapa do que seria a partida apareceu logo em seus minutos iniciais. O Palmeiras procurou dominar a posse de bola e ter tranquilidade para superar a retranca da Ponte Preta, que veio claramente para se defender e tentar algo nos contra-ataques. Aos 15 minutos, no entanto, o Verdão abriu o marcador, em bom cruzamento de Róger Guedes que encontrou Rafael Marques livre.

Mesmo em desvantagem no marcador, o time campineiro se manteve jogando da mesma forma, e quase empatou aos 27 minutos, em chute de Cleison que Jailson pôs para escanteio. O Verdão, por sua vez, perdeu duas boas chances aos 29 minutos, em cabeçada de Rafael Marques, e aos 40 minutos, em chute para fora de Róger Guedes após tabela com Cleiton Xavier.

O segundo tempo começou de forma promissora, com o Palmeiras quase ampliando o marcador logo a 10 segundos, em falha da defesa da Ponte que Rafael Marques não soube aproveitar, e aos 3 minutos, em belo chute de Tchê Tchê que passou perto da meta de Aranha. A vitória parecia ali na esquina.

Aí, o time covarde se deu bem. Em contra-ataque, a defesa alviverde vacilou e Wellington Paulista, livre dentro da área, finalizou sem chances para Jaílson. Sem sentir o gol, o Palmeiras continuou pressionando, e chegou perto do segundo gol aos 11 minutos com Róger Guedes, aos 12 minutos em cabeçada de Vitor Hugo e aos 18 minutos em cabeçada de Cleiton Xavier.

Aos 24 minutos, enfim o segundo tento. Jean bateu falta, Rafael Marques ajeitou de cabeça e Thiago Martins, novamente de cabeça, mandou para as redes campineiras. O jogo parecia caminhar para sua solução, mas outro vacilo da defesa palmeirense permitiu o empate para William Pottker, aos 28 minutos, que ironicamente saiu contundido logo a seguir.

A partir daí, o que se viu foi a equipe treinada por Cuca pressionando e ficando perto do gol, com o time treinado por Eduardo Batista batendo até na sombra dos jogadores adversários, sob o olhar complacente de Heber Roberto Lopes, que no máximo dava amarelos para jogadores que mereciam o vermelho. No fim das contas, o empate acabou premiando o anti-jogo campineiro.

As notas dos jogadores do Palmeiras:

Jailson6,0– Fez boas defesas, mas pode ter marcado bobeira no segundo gol.

Jean6,5– Bom no apoio e na defesa, sendo que o segundo gol saiu a partir de uma cobrança de falta sua.

Thiago Martins6,5– Fez boa partida, com direito a um gol que poderia ter sido o da vitória.

Vitor Hugo6,0– Muita garra.

Zé Roberto6,0– Vinha bem até ser substituído no intervalo por causa de alguma contusão. Egídio-5,0 até que se esforçou, mas não estava tão inspirado como em partidas anteriores.

Tchê Tchê7,0– O melhor do Palmeiras, merecia ter feito um gol, e esbanjou a disposição e a aplicação tática de sempre.

Moisés6,5– Bastante movimentação e empenho no meio-campo

Cleiton Xavier5,5– Alguns lampejos de craque em uma atuação no geral bem apagada Saiu aos 20 minutos do segundo tempo substituído por Allione-5,5, que curiosamente manteve esse exato padrão do seu antecessor na partida.

Dudu6,5– Suou muito a camisa, mas não brilhou como em seus melhores momentos com o manto sagrado alviverde.

Róger Guedes6,0– Se não repetiu partidas anteriores, ao menos melhorou um pouco, com direito a bela assistência para o primeiro gol. Saiu aos 28 minutos do segundo tempo substituído por Thiago Santos-4,0, que entrou na hora errada e ainda tomou o terceiro amarelo, ficando fora da próxima partida.

Rafael Marques6,0– Fez um gol de puro oportunismo e se esforçou ao máximo, o que não é pouco para um jogador em má fase tão longa.