Palmeiras e Santos não saem do 0 a 0 no Pacaembu

Um clássico sonolento, com poucas chances reais de gol, inúmeros erros de passes, muitas faltas e falhas de arbitragem. Eis o que os 20.371 presentes na tarde deste sábado (29) tiveram a chance de ver no estádio do Pacaembu na partida entre Santos e Palmeiras, com mando do time praiano. Com o resultado, o Verdão permanece na segunda posição do seu grupo no Paulistão 2020, dois pontos atrás do Santo André.

Como seria de se esperar, o Santos veio para a partida com muita disposição, disposto a superar a má fase técnica dessa fase inicial com seu novo treinador. Teve o domínio de bola, mas se mostrou incompetente para criar chances reais de gol no primeiro tempo, sendo as mais importantes uma cabeçada de Eduardo Sasha aos 7 minutos e uma cobrança de falta de Carlos Sanches aos 35 minutos que Weverton salvou, sua única defesa.

E o Palmeiras, perguntaria o meu raríssimo leitor? Mostrou nenhuma criatividade, não muita disposição na marcação e proporcionando espaços ao adversário. Chances de gol? Se pudermos definir assim, tivemos as cabeçadas para fora de Gustavo Gómez aos 40 minutos e Luiz Adriano aos 44 minutos, e olhe lá.

Com duas alterações no intervalo, o Verdão conseguiu uma boa oportunidade aos 8 minutos, com Willian arrematando para fora. Aos 9 minutos, a grande falha do árbitro. Um impedimento mal marcado no lance anterior pelo bandeirinha o levou a voltar atrás na marcação de um pênalti de Pará, que colocou a mão na área. Lance bizarro e que pode ter nos custado a vitória, obviamente se a cobrança fosse bem realizada.

Aos 18 minutos, o Santos quase marca, mas Eduardo Sasha mandou para fora após uma falha gritante de Diogo Barbosa, que havia entrado há pouco no lugar de Mathias Viña, que sentiu uma contusão. Esperemos que ele possa jogar contra o Tigre, em nossa estreia na Libertadores.

Bruno Henrique cobrou falta aos 23 minutos, mas a bola foi por cima da meta santista. Aos 31 minutos, Rony aproveita rebote do goleiro  em chute de Willian e marca, mas ele estava impedido, e a arbitragem não validou o tento. Deu a impressão de que a bola entraria mesmo sem a finalização de Rony, que aparentemente se precipitou no lance, mas isso fica por conta da nossa imaginação.

De resto, o que tivemos foram mais inúmeros erros de passe, um desempenho técnico pífio das duas equipes e a torcida para que, no jogo contra o Tigre na próxima quarta-feira (4) o time possa jogar com um mínimo de eficiência para conquistar um bom resultado na sua estreia no torneio continental, na Argentina.

As notas dos jogadores do Palmeiras:

Weverton- 6,5- Teve pouco trabalho, mas fez uma boa defesa em cobrança de falta de Carlos Sanches.

Gabriel Menino- 6,0- Péssimo começo de partida, mas melhorou com o decorrer dos minutos, especialmente na parte de apoio ao ataque.

Felipe Melo- 6,5- Tomou um amarelo pela fama (não merecia) e fez partida segura.

Gustavo Gómez- 7,0- Partida impecável.

Mathias Viña- 6,0- Seu desempenho era de médio para bom quando saiu contundido, aos 13 minutos do segundo tempo, para a entrada de Diogo Barbosa-3,0, que quase deu um gol de graça para o Santos e foi mal demais.

Bruno Henrique- 6,0-  Não comprometeu, mas jogou abaixo do que sabe.

Zé Rafael- 5,0- Errou inúmeros passes e pecou na armação e na marcação.

Raphael Veiga- 3,0- Não foi visto em campo. Saiu no intervalo dando seu lugar para Gabriel Veron- 5,0, que foi um pouco melhor do que seu antecessor, mas não muito.

Dudu- 6,5- Partida apenas regular, mas ainda assim acima do que seus colegas de armação e finalização.

Willian- 5,5- Uma finalização com perigo e não muito mais.

Luiz Adriano- 4,0- Outro que passou batido durante o tempo em que ficou em campo. Saiu no intervalo para a entrada de Rony-5,0, que sentiu um pouco a estreia e teve um gol corretamente anulado em lance no qual ele pode ter se precipitado, pois a bola provavelmente entraria sem o seu toque.