Palmeiras é eliminado da Copinha

Por Fellipe Málaga

Pode ter faltado malícia, pode ter faltado tranquilidade, pode ter até faltado experiência em alguns momentos, só não faltou raça, garra, luta, vontade. Uma derrota que dói, muito por saber que, mesmo ainda garotos, essa molecada encarnou o espírito palestrino, de não desistir, de querer e acreditar até o fim, de não se entregar. Dessa vez não deu, mas ainda dará…

A grande mídia, obviamente, dará total destaque ao revés do Palmeiras, como é de costume, o esperado. Porém, é sempre bom lembrar que a Copinha tem o intuito de revelar jogadores e acredito que nesse quesito nós fomos campeões.

O primeiro tempo foi marcado por muita chuva e lances capitais, que poderiam muito bem dar outra conotação ao prélio. Antes dos 20 minutos de jogo, o bom zagueiro Guilherme Almeida interceptou um cruzamento com a mão. Lance infantil e pênalti assinalado. Rosseto cobrou e abriu o placar.

O Verdãozinho não se fez de rogado e buscou seguir inteiro na batalha mesmo depois do gol. Diego Souza, que pode facilmente integrar o elenco profissional, arriscou de longe, a bola encobriu o arqueiro paranaense tocando no travessão e quicando sobre a linha fatal. O assistente assinalou gol e o árbitro, erroneamente, confirmou o empate do Palmeiras.

Tudo levava a crer que o Verdão cresceria na partida, mas todo o ímpeto esmeraldino caiu por terra quando Guilherme Almeida, já amarelado, comete falta dura nas imediações da grande área e recebe o vermelho. A expulsão foi crucial para o desenrolar da história. Luiz Gustavo ainda cometeria outra penalidade, dessa vez ignorada pelo árbitro.

A primeira etapa se foi e com ela a certeza que o jogo seria fácil. Veio o segundo tempo e com ele o empate do Atlético-PR. Rafael Zuchi cabeceia sozinho e a defesa palmeirense se atrapalha. O goleiro Walter e o lateral Lima trombam, estilo Dida e Aldair nas Olimpíadas, e a bola morre no fundo gol. Mau presságio.

O Palmeiras acusou o golpe. No lance seguinte, com a defesa escancarada, Vitor Luís salva o que seria o terceiro gol rubro-negro. Gol esse que saiu logo em seguida, em mais um lance bisonho da defesa alviverde. Luiz Gustavo protege a bola de forma equivocada, se atrapalha com a saída de Walter, e a bola sobra para Taiberson ampliar: 3×1.

O meio-campista Rosseto faz falta dura e recebe o segundo amarelo, consequentemente o vermelho. A partir daí a partida ficou bem mais nivelada, com o Verdãozinho pressionando, tanto é que aos 36 minutos Lucas Taylor aproveita rebote do goleiro no chute de Diego Souza e diminui.

Quando o empate parecia bem próximo, Gabriel Vieira aproveita mais uma falha defensiva, avança pela grande área e marca mais um para o Atlético. Jogo encerrado? Sim, era o que todos achavam, mas a molecada resolveu engrossar o caldo.

Aos 46 minutos, Dybal lança na área e Luiz Gustavo põe pra dentro, fazendo surgir uma ponta de esperança na torcida presente no estádio. 4×3. No minuto seguinte, Bruno Sabiá, que entrara no segundo tempo, tenta de fora da área o que seria o heróico empate, o gol salvador. A bola viajou até o ângulo, mas o goleiro Hugo obrou um verdadeiro milagre, espalmando o último suspiro palestrino.

No fim, um time exausto por lutar até o derradeiro segundo, decepcionado por tantos lances infelizes, choroso por ver mais uma Copinha terminar antes do final, mas de cabeça erguida por terem a consciência de que são apenas garotos, jovens de 16, 17 e 18 anos em busca de uma oportunidade de mostrar ao técnico Felipão que a base do Palmeiras é sim um celeiro de excelentes jogadores. Basta querer… e acreditar!

Abraço a todos!