Palmeiras e Atlético-MG ficam no 0 a 0 na Allianz Parque

Se alguém visse a partida deste domingo (4) entre Palmeiras e Atlético-MG sem estar devidamente informado sobre as condições e os elencos de ambos, provavelmente acreditaria se tratar de um embate entre times medianos do futebol brasileiro. O empate por 0 a 0 mostrou um futebol decepcionante e deixou os dois na parte de baixo da classificação do Brasileirão 2017.

Com uma escalação com várias alterações, umas motivadas por contusões, outras por critérios técnicos do treinador, o Palmeiras ameaçou pela primeira vez o gol adversário em cruzamento de Egídio que Vitor largou e pôs para escanteio. Aos 6 e aos 12 minutos, o Atlético-MG tentou arremates a gol, mas ambos bastante inofensivos. Aos 14, Keno mandou na trave, após bom passe de William.

Com o Galo mais fechado, o Verdão até que tentou ser mais efetivo, mas sem muita competência. Aos 25 minutos, quase sai o gol alviverde, mas Mina é desarmado na hora do chute e o jogador atleticano manda para escanteio. Aos 28 minutos, foi Egídio quem quase marca contra, rebatendo para escanteio.

Um bom contra-ataque alviverde aos 35 minutos teve finalização fraquinha por parte de Guerra. Aos 39 minutos, Keno, o mais lúcido dos jogadores alviverdes, faz bela jogada pela esquerda, mas Róger Guedes finalizada de forma patética. Aí, o lance que poderia ter dado a vantagem ao alviverde.

Após cobrança de escanteio, aos 42 minutos, Fred empurra de forma bisonha Edu Dracena na área do time mineiro. Pênalti, que aos 45 minutos William desperdiçou, cobrando mal e possibilitando a Vitor desviar para escanteio. Mais um pênalti desperdiçado pelo Palmeiras no Brasileirão.

Com Borja na vaga de Róger Guedes, o Verdão até que veio mais animadinho para a etapa final, criando boa chance com Tchê Tchê logo a 1 minuto que Vitor rebateu e outra 5 minutos, com Keno cruzando e Borja finalizando na zaga adversária. Aos 7 minutos, foi a vez de Guerra acertar um bom cruzamento, mas Keno chegou um instante atrasado e não conseguiu marcar.

Aos 8 minutos, Borja acertou um belo chute, mas Vitor conseguiu botar para escanteio. E, a partir daí, tivemos um Palmeiras com o domínio da posse de bola, mas errando o passe decisivo e não conseguindo assustar a zaga do Galo, que por sua vez não demonstrava muita eficiência para contra-atacar.

Aos 29 minutos, o Atlético-MG chegou com perigo em arremate de Casares que Prass espalmou para escanteio. Aos 42 minutos, Maicosuel entrou livre e exigiu uma bela defesa de nosso goleiro, que literalmente salvou a pátria alviverde. Aos 45 minutos, Casares bateu falta, Prass pegou, e ficou por isso mesmo, em placar que poderia ser a nota para cada equipe em campo.

As notas dos jogadores do Palmeiras:

Fernando Prass8,0– Se não fosse ele, o Galo poderia ter ganho em duas oportunidades ocasionais. E queriam ele na reserva…

Maike5,0– Esforçado, nada mais do que isso.

Yerry Mina7,0– Em um time mais uma vez com fraco poder de criação, Mina teve de se desdobrar entre a defesa e o ataque, e se sobressaiu em uma partida tecnicamente fraca dos dois times.

Edu Dracena6,0– Se não brilhou, ao menos se redimiu da rara péssima partida que fez contra o Inter no meio da semana.

Egídio5,5– O padrão gangorra de sempre, indo de algumas boas avançadas com erros de passe horríveis que poderiam ter gerado oportunidades claras para o adversário.

Thiago Santos6,0– Discreto, mas fez aquilo que se espera dele com alguma eficiência.

Tchê Tchê4,5– Quem encontrar o Tchê Tchê de 2016, por favor, mande de volta para a Allianz Parque.

Guerra5,5– Até acertou alguns bons passes, mas errou vários outros e aparenta estar mal fisicamente.

Róger Guedes3,0– Tecnicamente muito abaixo do que estava em 2016, com direito a um chute a gol constrangedor. Saiu no intervalo dando lugar a Borja-4,0, que afora um belo chute a gol esteve novamente abaixo do que se espera dele.

Keno7,5– O melhor do Palmeiras em campo, com direito a belos dribles, uma bola no travessão e muita disposição. Saiu aos 24 minutos do segundo tempo substituído por Michel Bastos-4,0, uma verdadeira nulidade, errando muito e sem garra.

William4,0– Esforçado, mas abaixo do habitual, e ainda de quebra perdeu o pênalti que poderia nos ter dado uma vitória importante. Saiu aos 32 minutos do segundo tempo substituído por Erik-2,0, que teve um desempenho pífio, para não esticar muito o assunto.