Palmeiras cede empate ao Bahia em pleno Pacaembu

O torcedor que viu o seu time marcar 2 a 0 aos 38 minutos do primeiro tempo contra o Bahia, no Pacaembu, imaginou que a vitória já estava sacramentada. Ledo engano. Com uma performance pavorosa, especialmente na etapa final, o Palmeiras permitiu o empate ao time baiano, com placar final de 2 a 2 na noite desta quinta (12) perante mais de 25 mil torcedores, em partida válida pelo Brasileirão 2017. Um horror!

Com apenas 1m56 de jogo, o Palmeiras conseguiu abrir o marcador, com Willian finalizando bem após cruzamento de Deyverson e desvio de Moisés. Aos 4 minutos, Tchê Tchê cruza e o goleiro pega. A partir daí, o time alviverde começou a ir perdendo o pique, com muitos erros de passe.

Enquanto isso, o desesperado Bahia, lutando para não ser rebaixado para a Série B, tentou ir para cima, com uma falta cobrada para fora aos 8 minutos. Uma jogada ensaiada até animou o torcedor do Verdão, mas Willian finalizou mal, para fora, aos 17 minutos. Logo a seguir, Mendoza exigiu boa defesa de Prass.

Aos 22 minutos, Vinícius chutou forte, para nova intervenção certeira de nosso goleiro, que voltou a aparecer aos 35 minutos, em chute fraco que, no entanto, finalizou uma jogada perigosa. E aos 38 minutos, enfim uma boa trama do ataque alviverde, que terminou com o gol de Bruno Henrique.

Na base do tudo ou nada, o time agora treinado por Paulo Cesar Carpegianni foi pra cima, e aos 46 minutos, depois de dois lances perigosos, acabou chegando ao seu gol, em cobrança de escanteio que foi finalizada por Edigar Junio.

O Bahia voltou mais animado para a etapa final, enquanto o Verdão se mostrou frouxo e desinteressado, como se pudesse garantir o placar sem muito esforço. Um engano terrível. Sem saber aproveitar os espaços que o Bahia lhe proporcionava, passou a tomar sufoco quase que o tempo todo.

Aí, aos 41 minutos, o castigo merecido: Róger Guedes, que havia acabado de entrar em campo, derrubou Mendoza na área. Pênalti, que Edigar Junior converteu aos 43 minutos. As vaias no final da partida foram mais do que justificados para uma equipe que corre sério risco de perder a vaga na fase de grupos da Libertadores, o que seria a última derrota de uma temporada medíocre da equipe hoje treinada por Cuca.

As notas dos jogadores do Palmeiras:

Fernando Prass7,0– Fez várias defesas importantes, mas também falhou no primeiro gol e deu algumas vaciladas. Na média, não pode ser responsabilizado pelo péssimo empate em casa.

Tchê Tchê4,0– Improvisado na lateral-direita, foi mal na marcação e errou inúmeros passes.

Edu Dracena6,0– Não brilhou, mas foi o mais lúcido da defesa.

Juninho4,5– Fraco, o time baiano fez a festa pelo seu setor.

Egídio3,5– Muito mal tecnicamente, especialmente na marcação.

Thiago Santos5,0– Esforçado, não muito além disso.

Bruno Henrique6,5– Outra partida sem brilho, mas ao menos fez um gol no qual mostrou um potencial que se recusa a ser desenvolvido no Verdão. Saiu aos 27 minutos do segundo tempo substituído por Felipe Melo-5,0, que após quase quatro meses de fora ao menos mostrou muita vontade.

Moisés5,0– O Moisés de 2016 ainda não voltou aos campos.

Dudu6,5– Se está bem abaixo do que sabe, parece ser o único jogador do time capaz de ir para cima dos adversários e tentar jogadas mais ousadas.

Willian6,5– Fez mais um gol e esbanjou determinação e garra. Saiu cansado, aos 40 minutos do segundo tempo, dando sua vaga a Róger Guedes- ZERO!!!. que em seu primeiro lance cometeu um pênalti bizarro e permitiu ao Bahia conseguir o empate que de fato merecia. Um horror!

Deyverson4,0– Teve boa participação no primeiro gol e foi só, abusando dos erros de passes e falhas no setor ofensivo. Saiu aos 12 minutos do segundo tempo substituído por Borja-3,0, que afora um bom chute a gol não mostrou absolutamente nada. Mas justiça se faça: ninguém lhe colocou na cara do gol.