Paixão de torcedor não tem preço!

Ídolo, segundo o dicionário é, originalmente, um objeto de adoração que representa materialmente uma entidade espiritual ou divina e, freqüentemente, é associado a ele poderes sobrenaturais. O que um ídolo representa para seu fã? Ah, isso não está escrito em nenhum dicionário…

A dimensão de uma paixão por um clube também não se encontra em livros da modernidade ou manuscritos da época de Cristo. Não pode ser descrito com meras palavras de nosso idioma, apesar de ser deveras rebuscado.

Imaginem quando essa desvairada paixão por uma determinada agremiação é atrelada à idolatria por alguém.

A agremiação: Sociedade Esportiva Palmeiras. O ídolo: Jorge “El Mago” Valdívia.

Estava eu, sossegado, no aconchego do meu lar, pensando nas coisas da vida, quando me deparo com um telefonema. Do outro lado da linha, batia um coração eufórico, euforicamente verde de alegria. Uma alegria que não conseguia, nem desejava, ser contida. A simples especulação de uma possível volta do ídolo à sua verdadeira casa, o Palestra, fez com que um coração, em especial, palpitasse mais forte, acelerado, ficasse desconsertado como os adversários, ao tentarem marcar o imarcável Mago Valdívia.

Para muitos, apenas mais uma cotidiana especulação no meio de tantas outras, para ele, a esperança de reviver momentos inesquecíveis, históricos, como o “cale a boca” ao goleiro de hóquei Rogério Ceni, após o gol na semi-final do Paulistão ou o chute no vazio, cartão de visitas do Mago, são momentos que teimam em não desaparecer de suas lembranças.

O fã, extasiado pela possibilidade de, novamente, ver a camisa 10 do Palmeiras ser vestida por alguém que a honrou com sua genialidade, com uma magia digna de alguém que não parecia usar um par de chuteiras e, sim, de asas, acessou a página de Mondo Palmeiras na grande rede, foi ao banner da Ponto Verde e, simplesmente, pela possibilidade de ter de volta Valdívia no clube do coração, adquiriu a nova camisa do Palmeiras, ou, para nós, o manto sagrado. Uma atitude que não se presencia em qualquer esquina, atitude que é peculiar ao palmeirense, que só um verdadeiro palestrino seria capaz de tomar.

Aquilo, confesso, me contagiou. O que um ídolo pode causar para um adorador de sua magia é algo fascinante. Inenarrável. Impossível de ser transcrito. Porque o que é ídolo, está lá, nas páginas de qualquer dicionário da sua estante, mas a emoção de ter um, o poder que o ele exerce sobre seus admiradores e o privilégio de ter um amigo capaz de comprar uma camisa que, todos nós sabemos que não é um artigo barato, só por conta de uma esperança, uma possibilidade de ver o seu ídolo vestindo uma camisa igual, isso não está escrito em dicionário algum, não é algo a se ler, mas a se sentir, e orgulhar.

Queria eu, com essas singelas linhas, homenagear o Gleison, meu amigo, por essa ação, digna dos grandes torcedores, que são os que acessam Mondo Palmeiras.

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