Paciência e talento individual têm limites, Luxa

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Enquanto eu estava na gravação da última edição da Rádio Mondo Palmeiras, o Luxa falava na Sportv sobre a dificuldade de lançar novos jogadores no Palmeiras. Reclamou da impaciência da torcida, das críticas aos novos talentos que chegam ao clube, etc.

Concordo que há uma ala da torcida, aliás espero que não frequente Mondo Palmeiras, que não se contenta com nada, reclama de tudo, e atrapalha não apenas os jovens valores como também o próprio clube que afirmam amar.

Esse “privilégio” não é apenas palmeirense. Quem não se lembra da perseguição que Kaká, que depois seria eleito como melhor jogador do mundo, sofreu? Ou mesmo de jogadores que foram agredidos por torcedores dentro de uma “fazendinha”? Pois é, Luxa. O problema existe, mas não é um especialidade palestrina. 

Um problema mais grave, no entanto, é culpar a reação da torcida pelo desempenho abaixo da média de alguns jogadores. Dizer que o Evandro é jogador de seleção só pode ser uma figura de linguagem pois não acredito que exista um palmeirense no mundo que concorde com essa afirmação.  Quantas chances o Evandro teve com a camisa do Palmeiras?  Só no Campeonato Brasileiro, foram 27.  E o que vimos…(melhor nem falar senão eu nem termino o post).

A pressão sobre o K9 é exatamente igual à expectativa da torcida, e não poderia ser diferente depois de sua performance no Brasileirão 2008. Quando o resultado não supera a expectativa criada, vem a decepção. É assim no Palmeiras, no Milan, ou mesmo no (finado) DERAC.  Mesmo assim, e ainda assim, sempre acreditamos que na próxima partida o garoto “desencantar”.

Portanto, a maioria da torcida segue acreditando em nossos jogadores (até no Marquinhos, e naqueles que nem ao menos são escalados), mas  paciência tem limite. Talento também.