Os números a nosso favor e os que nos são contrários

Nas últimas semanas, o que o palmeirense mais tem feito é pegar a tabela, olhar a classificação do Brasileirão 2012 e fazer suas contas. E tome contas nessa história. Nosso objetivo: fugir da roubada que seria encarar a série B em 2013, mesmo ano em que voltaremos a disputar a Taça Libertadores da América.

Tentar achar pontos positivos na performance alviverde após 25 rodadas dessa longa e cansativa competição que Flávio Canuto ama é total perda de tempo. Não é aí que encontraremos qualquer tipo de alimento para essa esperança que permanece firme e forte no coração dos mais otimistas.

O Palmeiras, até o momento, conseguiu 5 vitórias, 5 empates e absurdas 15 derrotas, nos 25 jogos que disputou até agora. Apenas 20 pontos ganhos e a 19ª posição na tabela. São 22 gols feitos, o que nos dá a triste marca de dividir o pior ataque da competição com o Sport Recife, e 35 gols sofridos, a 14ª melhor defesa ao lado de Cruzeiro e Sport Recife. Um horror!

O aproveitamento de pontos do Verdão em termos percentuais é de horrorosos 27%. Mas é aí que, se analisarmos o desempenho dos outros clubes envolvidos no torneio, começaremos a ver alguma luz no fim do tûnel que não seja a de um trem desgovernado vindo doidinho para nos atropelar.

Com a exceção de Fluminense e Atlético-MG (com 71% de aproveitamento e respectivamente 53 e 51 pontos ganhos) e Grêmio (64% e 48 pontos ganhos)), o resto da turma está bem abaixo do que poderia se esperar. Esqueçamos a faixa que vai do Vasco (57% de aproveitamento e 43 pontos) ao Nome Feio (47% de aproveitamento e 35 pontos).

Vamos nos ater do Santos, o décimo colocado, para baixo. O aproveitamento do time praieiro, que está com 33 pontos (13 a mais do que nós) é de 44%, o mesmo da Ponte Preta, que tem a mesma pontuação e está em 11º. Nàutico e Bahia (nas posições 12 e 13), com 31 pontos, tem 41% de aproveitamento, enquanto a Portuguesa, com 29 pontos e no 14º lugar, ostenta 39% de aproveitamento.

O Coritiba (15º colocado, com 28 pontos) tem 37% de aproveitamento, enquanto o Flamengo tem a mesma pontuação, mas 39% de aproveitamento (tem um jogo a menos). O Sport tem 24 pontos e 32% de aproveitamento (e a posição 17 na tabela), e o Figueirense, nosso próximo adversário, a posição de número 18, 22 pontos ganhos e 29% de aproveitamento.

Ufa! Haja números! Mas o que eles significam de positivo? Elementar, meu caro leitor. Fica claro que a zona de corte em termos de rebaixamento não será tão alta como alguns imaginam. Se as coisas se mantiverem como no momento atual, um time com 44 pontos estará livre da queda para a série B do Brasileirão.

Ou seja, com 24 pontos conquistados nos próximos 39 que iremos disputar, sairemos dessa fria. Tipo 8 vitórias em 13 jogos, para não complicar a conta.

Aí, vamos ressaltar os únicos números que nos são favoráveis, pois ainda estão em disputa. Jogaremos mais 13 partidas, com 39 pontos a serem disputados. Para atingir os tais 24 a mais, precisaremos de um aproveitamento de aproximadamente 62% nessas partidas finais. E aquelas contra os concorrentes diretos (Atlético-GO, Figueirense, Bahia, Flamengo, Coritiba, Nàutico e Ponte Preta) serão extremamente importantes para essa conta dar certo e nos proporcionar a libertação desse pesadelo.

A melhor notícia, entre todas: ainda depende só de nós, porque, como teremos vários cruzamentos entre os times e todos inevitavelmente perderão seus pontos, basta um número significativo de vitórias para as coisas encaixarem. Parece óbvio, e é. Mas se trata de um fato positivo, entre tantos negativos.

No fundo, dependemos mesmo é de como esse time renderá nas mãos de Gilson Kleina, e de como nossos jogadores irão suportar as pressões. Para nós, sobra apoiar o Palmeiras, como sempre fazemos, e rezar como nunca. E chega de números, que já estou tontinho!