O último adeus…

É festa no Palestra!

O Palmeiras enfrenta na tarde de hoje para um jogo amistoso, mas com muita rivalidade, o clube Argentino Boca Juniors.

Além do atual elenco, devem atuar ídolos como Evair e Ademir da Guia.

O torcedor que pagou caro pelo ingresso não pode esperar nada menos do que um verdadeiro show de bola, com Jabulani e tudo.
Apesar da alegria, da comemoração e da mais do que merecida despedida, a ida hoje ao Palestra traz a mistura de um sentimento de saudade, de carinho e de renovação.

Foi em 1917 que o clube Palestra Itália passou a mandar seus jogos no conhecido Parque Antarctica. O clube paulistano dono do estádio, o América F.C., por dificuldades financeiras sublocou alguns horários para outras equipes, e assim o Palestra utilizava o campo para treino e jogos oficiais nas terças, quintas, sábados, domingos e feriados no período da tarde.

Foi por 500 contos de réis e um contrato perpétuo de venda dos produtos da Companhia Antarctica nas dependências do estádio, que em 1920 com apoio da Cia Matarazzo, o Palestra finalmente comprou o campo de futebol e grande parte do terreno do Parque Antártica.

Foram cerca de treze anos investindo em grandes reformas, para que em 13 de agosto de 1933 pelo Torneio Rio-São Paulo, Gabardo marcar o primeiro gol na inauguração do maior e mais moderno estádio de futebol do país, com capacidade para 30 mil torcedores, o ‘Stadium Palestra Itália’. O placar final da partida não poderia ser melhor, Palestra Itália 6×0 Bangu.

Palco de grandes conquistas e momentos marcantes, em agosto de 1976 o Palestra viu o Palmeiras conquistar o 18º Título Paulista, ao vencer o XV de Piracicaba por 1 a 0, batendo recorde de público, cerca de 40 mil torcedores.

Se não bastasse as nossas conquistas, o Palestra Itália sediou em 1914 a primeira partida internacional do rival Corinthians contra o clube italiano Torino, e como não poderia deixar de ser foi goleado por 3 a 0.

Foi também no Palestra Itália a maior goleada da história Alviverde: 11 x 0 contra o S.C. Internacional, pelo Campeonato Paulista de 1920. E claro, a maior goleada em cima do maior rival não poderia deixar de ser em nostra casa e por 8 a 0 em novembro de 1933.

Grandioso como o clube que lhe comanda, o Palestra construiu um recorde expressivo de 68 jogos de invencibilidade, recebendo o reconhecimento pela FIFA como recorde por um time profissional de futebol.

Foram inúmeros jogos, títulos e momentos importantes sediados pelo Jardim Suspenso.

Final da taça Libertadores em 1999, final da Copa Mercosul em 1998, partida que marcou a conquista do 21º Paulista na melhor campanha de uma equipe paulista, com 102 gols marcados em 1996.

Um Palestra Itália que acolheu Oberdan Cattani, Marcos, Ademir da Guia, Valdir de Moraes, Djalma Dias, Luís Pereira, Djalma Santos, Alex, Djalminha, Dudu, Jair Rosa Pinto, Leivinha, Rivaldo, Tupãzinho, Waldemar Fiume, Zinho, Mazinho, César Maluco, Chineisinho, Edmundo, Evair, Heitor, Felipão, Osvaldo Brandão e tantos outros ídolos que passaram pela nossa casa e escreveram sua história.

Hoje é a despedida de uma parte de nosso passado. Um passado que não será apagado, mas sim renovado e modernizado.

Ao torcedor restará a saudade das arquibancadas, do verde dos gramados, do aconchego que só em casa sentimos, do jardim suspenso, da visão de um estádio que é nosso, de um estádio comprado com o suor daqueles italianinhos que sonharam alto e que assim nos fizeram Palestra.

Ao Palestra Itália, palco de nossas maiores alegrias e dos momentos mais emocionantes de Palestra-Palmeiras, o nosso muito obrigado, o nosso até breve neste que também será o nosso último adeus!

Obrigada Palestra!

E que venha a Arena!