O silêncio dos palmeirenses

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Diante do inexplicável, o silêncio. Diante deste, a reflexão. Refletir para evitar o juízo precipitado; imprudente; impulsivo. Mas há, por dever de ofício, quem não pode calar. Com a palavra, o técnico Caio Jr. “Começamos bem, fizemos o primeiro gol e ficamos com um jogador a mais.” Tal cenário, aos 12 minutos iniciais, só confirmava o previsível. No Palestra Itália, contra um rival francamente inferior, desenhava-se uma goleada alviverde. 

“Mas, depois, sentimos bastante após sofrermos o primeiro gol.” O gol de empate, aos 29 do primeiro tempo. O improvável. E sobre este, “não tem muito que ficar falando ou explicando”. Sobre este, o silêncio. Quebrado, antes do intervalo, pelo pênalti da virada. O rascunho do impossível. Um erro da arbitragem, claro para quem estava nas bancadas, que não justificaria o placar da vez. “Erramos e precisamos reconhecer.” 

Ante o impossível, Valmir foi chamado de morto. Martinez, de fraude. Wendel foi acusado de fazer corpo mole. Valdívia, de sumir do jogo. A alcunha de frangueiro foi dada a Diego. A de burro, colada em Caio Jr. A zaga não presta, o meio-campo não marca (e não arma), o ataque é grosso. O time é sem-vergonha. Não tem raça, garra ou vontade. 

Eu, que a princípio discordo da maioria dessas críticas, volto ao silêncio. À reflexão. Antes, no entanto, abro uma exceção. “Agora, é levantar a cabeça e partir com motivação para o jogo contra o Fluminense”. Não é necessário refletir para assentir com tamanha obviedade.