O que significa o centenário do Palmeiras para nós?

Por Fabian Chacur

Cem aninhos completa o nosso amado Palmeiras nesta terça-feira (26). E o que isso significa para nós, que plantamos Palmeiras no coração, como diz a maravilhosa música/hino do genial Moacyr Franco? Paixão a gente não explica, apenas tenta entender. Então, sem definições por aqui. Vamos naquela base de jogar umas possibilidades no ar. Divirtam-se!

Cem anos de Palmeiras é você tentar, em 2002, gravar o piloto para um programa de rádio dedicado ao Alviverde Imponente junto com um grande amigo, Raul Bianchi. O projeto fica em aberto durante alguns anos, até que, em 2006, com o advento dos podcasts e a entrada em cena de Flávio Canuto, as coisas se tornaram viáveis. Um sonho se concretiza.

Cem anos de Palmeiras é poder falar sobre o time que a gente ama e encontrar não só quem nos ouça como quem nos elogia e nos incentiva a seguir em frente. É conhecer pessoas maravilhosas, tipo Alexandre Damiano, Adilson Simões, Fernando Gallupo, Julio Ragazzi, Flávia Camargo, Tânia Clorofila, Custódio Junior, André Neri, Rodrigo Carta, Gerson, as meninas de Araras, André e Bruno da Pizzaria Corleone… E Miguel Salek, nosso garoto de ouro, o quarto mondo verdista. Só para citar alguns. Tem muito mais gente!!!

É comemorar um gol do Juninho como se fosse em final de Libertadores, mesmo sendo apenas um jogo no meio de um Brasileirão e cuja vitória, contra o “poderoso” Coritiba, nos fez subir para um lamentável décimo sexto lugar no torneio. Lamentável, mas bem melhor do que a lanterna, e bom por nos dar esperança de dias melhores, que a gente merece e muito.

Comemorar cem anos do meu time de coração é abrir o livro oficial e comemorativo desse centenário e ver publicado um texto de minha autoria, na mesma página de outro assinado por ninguém menos do que Moacyr Franco, e conferir o de Flávio Canuto situado ao lado de uma bela foto do meu amigo Kid Vinil, gente finíssima e palmeirense que nem eu.

É lembrar que eu estava lá no Morumbi, quando naquele maravilhoso dia 12 de junho de 1993 nós finalmente saímos daquele pesadelo de quase 17 anos sem títulos e entramos em uma nova era de conquistas, e de quebra em cima de nosso maior rival. Que momento iluminado!

É lembrar de estar no mesmo lugar e no mesmo ano quando despachamos o time do Jardim Leonor com o gol mais bonito que vi ao vivo em um campo, o de Cesar Sampaio, e carimbamos o passe para a final do Brasileirão, faturado em cima do Vitória após 20 longos anos de fila. E de ter visto, também no Morumbi, o Verdão enfiar um 4 a 0 nas fuças do Tricolixo com Rai e tudo, e com direito a dois gols de Evair Aparecido Paulino, em 1992.

Quando nasci, o meu amado Palmeiras já tinha 47 anos de vida. Tive a chance de ver grandes momentos do clube, e também momentos não muito maravilhosos no decorrer desses anos todos. Muita coisa mudou, e várias delas não para melhor. Mas uma coisa permanece firme e forte, que é a minha paixão por ele. E sei que com vocês é a mesma coisa.

Ir em eventos ligados ao nosso Verdão como lançamentos de livros e DVDs só reforça essa minha paixão, pois é a chance de conhecer pessoas com as quais tenho a honra de compartilhar um amor incondicional, sem exigências. Sofremos? Sim! Mas não largaremos nunca esse vício, esse amor intenso, que nos faz até deixar nosso lado racional para sonhar.

Cem anos, amado Palmeiras! Quantos títulos você já ganhou! Quantas honras nos proporcionou, e que história belíssima construiu durante essas décadas todas. Não se preocupem. Um clube com esse peso e essa representatividade sempre encontrará forças para dar as voltas por cima necessárias. Tremam, adversários e inimigos.

Um Palmeiras que nasceu no berço dos descendentes de italianos, mas que hoje abrange brasileiros de todas as matizes, incluindo este neto de sírios, que treme de emoção sempre que encontra pessoalmente um Ademir da Guia, um Dudu, um Evair, um Cesar Sampaio, um Cesar Maluco, um Alfredo Mostarda, um Euller….

Palmeiras, meu amor, minha paixão, meu orgulho, nada irá me fazer deixa-lo para trás. Parabéns a todos nós por esse centenário que independe de títulos para ser melhor ou pior. Pois eles, os títulos, virão, são o nosso destino, a nossa sina, a nossa vocação desde sempre. Mesmo que uns não queiram!!! Beijão e abraço apertado em todos nós, os palmeirenses!!!