O que mais falta fazer para o time funcionar?

Depois do treino secreto da sexta-feira e de uma entrevista coletiva na qual absolutamente nada foi dito sobre o time jogaria no sábado, o palmeirense estava curioso para saber qual a formação que seria utilizada no clássico.

Como o adversário era um time muito mais poder ofensivo que os últimos times que enfrentamos, o treinador apostou na utilização de três volantes: Jean, Thiago Santos e Matheus Sales.

A ideia era boa. Fechar o time de Santos no campo de defesa com três volantes bons de marcação e chegar ao ataque com mais facilidade já que dois eles também têm uma boa saída de jogo.

O problema é que nenhum dos dois (Jean e Matheus Sales) fez uma boa partida. Pior ainda, ambos estiveram muito mal em campo, exceto nos 10 primeiros minutos quando o Santos realmente tinha muita dificuldade para passar para o campo de ataque.

Mas, com os setores do time ainda muito distantes e cominúmeros erros de passes ficou fácil para o Santos encontrar espaço para chegar ao ataque.

Eles tiveram mais oportunidades na segunda etapa quando o Arouca entrou no lugar de Thiago Santos. Como quase sempre acontece, Arouca fez uma péssima partida contra o seu ex-time.

Se o primeiro tempo foi ruim para as duas equipes, o segundo tempo foi ainda pior para o Palmeiras. Se não fosse por Fernando Prass, que operou dois “milagres”, o placar certamente não terminaria em 0x0.

Outro atleta que se salvou foi o desacreditado Roger Carvalho. O zagueiro fez uma partida quase perfeita ao lado de Vitor Hugo, que desta vez não foi tão bem assim.

Ah, e o tal Ricardo Oliveira está se esforçando muito para se firmar como o “Marcelinho Carioca da nova era”. Só falta virar político quando encerrar a carreira…

Bem, não adianta ficar falando se um jogador foi bem ou mal se o time não cria oportunidades de gol, não pressiona o adversário, não vence.

Não sei o que mais o treinador precisa fazer para fazer o time jogar bem. Nesta semana, antes de viajar para Piracicaba, os atacantes farão mais trabalhos de finalização. Na verdade, a bola nem ao menos chega ao ataque.

Certamente, teremos uma outra formação contra o XV de Piracicaba pois trata-se de um adversário mais frágil. Mas, vai funcionar? Sinceramente, não sei mais.

Como o próprio Dudu disse no final da partida, o tempo vai passando e o time não evolui como deveria.

Marcelo Oliveira não é um idiota. Acompanhei vários treinamentos neste ano e percebi que ele vê o mesmo jogo que a gente.

Ele tenta corrigir os erros, cobra uma maior aproximação entre os setores da equipe, exige rapidez na recomposição da defesa quando o adversário retoma a posse de bola, etc…

Por mais que ele interrompa os treinamentos e tente impor o seu padrão de jogo, o grupo não responde. O esquema tático é trocado, peças são alteradas, mas o resultado final é quase sempre o mesmo.

Voltando ao início…o que mais falta fazer…?

Abraço a todos!