O melhor a se fazer é apoiar o Luxemburgo

luxa_curitiba

Antes de começarem a fazer vaquinha para comprar tomates e ovos podres para jogar nas minhas costas, ou tentarem encontrar uma vaga para mim no hospício mais próximo, gostaria que vocês seguissem o raciocínio que me leva a apoiar o “pofexô”.

Para começo de conversa, estou certo de que o presidente Belluzzo não tem a menor intenção de demitir Vanderlei Luxemburgo. O dirigente acredita que o trabalho está sendo bem feito, e de que não há razão para mudanças na comissão técnica. Além disso, existe a mega multa contratual que ninguém deseja pagar. Resumindo: são muito pequenas as chances de o comandante do time campeão paulista de 2008 ir embora agora.

Na minha opinião, se fosse para fazer algum tipo de mudança desse tipo, precisaria ser nesse instante. Afinal, só teremos um campeonato a disputar, o brasileiro, com 32 rodadas ainda a serem disputadas. Se essa troca não se realizar nesse mês de junho, o profissional que chegasse não teria condições de realizar campanha à altura de nossas tradições, e correríamos sério risco de não obter nem mesmo uma vaga na Libertadores 2010. Título, nem pensar.

Resumo da ópera: o Luxa, afora alguma surpresa muito, mas muito grande mesmo, deve permanecer até o final do ano. Ele até já deu a entender que gostaria de disputar mais uma Libertadores à frente do Verdão. Essa é a realidade. Não dá para fugir da mesma.

Partindo-se desse pressuposto, o que é melhor para o Palmeiras?

Ficarmos o tempo todo no “fora, Luxa, fora, Luxa”, apostando no deplorável “quanto pior, melhor”? Ou sermos racionais, criticando-o quando isso se fizer necessário, mas dando a ele e ao elenco do Palmeiras o apoio necessário para que eles possam nos dar o único título disponível para nós este ano, que, por sinal, não faturamos há absurdos 15 anos?

Lógico que, no caso dele, a gente deve, sim, cobrar título, pois o cidadão já está completando um ano e meio conosco. Essa história de “a vaga na Liberta é um objetivo” já era. Ainda mais se lembrarmos do que ele próprio disse no início do ano: a prioridade era o Brasileirão, e seria neste campeonato que o seu planejamento atingiria o auge. Então, tô contigo e não abro, professor.

Mas trate de trabalhar e fazer jus ao faraônico salário que ganha, pois de palhaço a torcida do Palmeiras não tem nem a cara. Se já tive de torcer para mercenários do naipe de Muller e Viola, até que não será um sapo tão duro de se engolir, assim.