O medo de perder tira a vontade de…

A frase, que ficou famosa com o grande Wanderley Luxemburgo nos anos 90, ainda faz muito sentido hoje, em 2017. Por conta de uma fatalidade, o Palmeiras infelizmente perdeu o seu principal jogador, o meia Alejandro Guerra, mas não deveria ter perdido o ímpeto de vencer o time equatoriano.

Não sei se o episódio com o filho do Guerra abalou os ânimos da equipe, mas posso afirmar que o time abdicou do ataque e fez de tudo para voltar para o Brasil com um empate. Quase vingou.

Desta vez, Zé Roberto não teve muito espaço no meio-campo. A marcação dos equatorianos foi implacável e a recomposição deles é muito rápida. Como o Palmeiras pouco se aventurava para o ataque, Dudu e Willian Bigode na prática atuaram mais como volantes do que como atacantes.

Cuca apostou no badalado Miguel Borja para o comando do ataque, mas ele só ciscou em campo e deveria ter sido sacado do time logo no intervalo. Alguém consegue explicar porque o Zé Roberto e o Dudu saíram antes do Borja?

A aposta em Juninho para a lateral esquerda também não deu certo. Foi justamente pelo setor que o time equatoriano fez a festa, principalmente na segunda etapa. Se não fosse o Mina e Luan…

Ainda deu tempo para o Roger Guedes entrar, fazer uma boa jogada no ataque e depois voltar para o campo de defesa. Keno e Michel Bastos também entraram, mas o Palmeiras não conseguiu encaixar um contra-ataque sequer. Uma lástima.

Tivemos apenas uma única boa chance na partida inteira (com Willian Bigode) e fora isso apenas ficamos torcendo para que os equatorianos cometessem erros no ataque. Sim, eles erraram muito. Perderam muitas chances, até que nos descontos, acharam aquele gol que complicou a nossa vida na Libertadores.

Bem, já pensando no jogo de volta, daqui a um mês, não está tão complicado assim. O Palmeiras tem todas as condições para reverter esse resultado jogando em casa, pra frente desde o primeiro minuto, com o apoio da torcida. Vamos em frente!

Abraço a todos!