O insuportável momento das chances apenas matemáticas

Nem o mais otimista dos palmeirenses será capaz de considerar lógico o destino de o seu clube de coração ser disputar a Série A do Brasileirão em 2013. Tudo, mas tudo mesmo, está conspirando para que esse gigante do futebol mundial amargue o seu segundo rebaixamento para a Série B. Um pesadelo interminável.

Para piorar, o que parece certo teima em não se concretizar de vez, prolongando um sofrimento que se mostra fatidicamente inevitável. Aí, entram aqueles dois fatores básicos: em termos lógicos, não dá para escapar da queda. Matematicamente, no entanto, ainda dá. O problema é o número de coisas que precisam ocorrer juntas para que o pior não ocorra e a gente não pague mais esse mico.

Com 33 pontos, sendo apenas um deles conquistado nas últimas três partidas, o Palmeiras ocupa a posição de número 18 na tabela. Estamos quatro pontos atrás do Sport, o décimo-sétimo, e sete pontos atrás de Bahia e Portuguesa, respectivamente décimo-sexto e décimo-quinto colocados na tabela.

Para fugir da degola, aquela frase que já decoramos de uns tempos para cá: precisamos ganhar todas as partidas que nos restam, contra Flamengo no Rio, Atlético-GO em casa e Santos em Santos. Aí, totalizaríamos 42 pontos, número que todos consideravam insuficiente para que um time fugisse do rebaixamento.

Precisaríamos, então, que dois dos três times que estão à nossa frente entrassem em queda livre. O Sport só poderia ganhar cinco pontos nas partidas que fará contra Botafogo (casa), Fluminense (casa) e Náutico (fora). O Bahia e/ou a Portuguesa só poderia(m) fazer dois pontos em seus próximos jogos.

O Bahia terá missões mais tranquilas, encarando Ponte Preta (casa), Náutico (casa) e Atlético-GO (fora). Já a Lusa jogará contra Grêmio (casa), Inter (fora) e Ponte Preta (casa).

Na verdade, nem acho impossível os nossos adversários, que também estão marcando uma bobeira do tamanho do Monte Everest, acabem nos proporcionando esses pontos. O problema é o Palmeiras, com toda a zica que está nos acompanhando, conquistar essas três vitórias seguidas, algo que nunca aconteceu neste Brasileirão 2012. Enfim, enquanto há vida… E o sofrimento permanece vivo por mais uma semana.