O departamento médico alviverde e o tsunami de contusões

Como todo palmeirense sabe de cor e salteado, o que não falta no clube da rua Turiassu é problema. Temos de todos os tipos e para todos os gostos, sendo o maior deles a absurda incompetência de nossa atual direção. Aliás, seria lindo uma campanha “cala a boca, Magda!” para evitarmos mais besteiras sendo ditas por eles, veiculadas na mídia e nos deixando trincados de vergonha.

Mas vamos enfocar apenas uma delas aqui. Trata-se do verdadeiro tsunami de contusões ocorridos no elenco alviverde durante o ano de 2012. Esse fenômeno tornou a vida dos treinadores da equipe um verdadeiro tormento, e gerou uma desculpa bem conveniente para os fracassos de um deles, Luis Felipe Scolari. E aí, surgem vários questionamentos que precisam ser feitos.

O primeiro é em relação à competência dos profissionais que atualmente cuidam de nosso departamento médico. Pelo que se diz por aí, os doutores Rubens Sampaio (foto, com Wesley) e Vinícius Martins, do nosso DM, são profissionais extremamente competentes, e com um currículo dos mais respeitáveis em suas carreiras.

A infraestrutura alviverde nesse setor também costuma ser elogiado, e ao menos na teoria possui todos os equipamentos necessários para proporcionar bons diagnósticos e uma recuperação eficiente para os atletas que dele se valem. Ainda assim, acho que a próxima administração que irá comandar o Palmeiras no biênio 2013/2014 precisa mergulhar fundo no setor, até como forma de tirar quaisquer dúvidas de nós, leigos, sobre sua performance.

O segundo quesito, levantado de forma brilhante por Raul Bianchi em uma das edições do podcast Mondo Verde, refere-se à montagem equivocada do atual elenco palmeirense. Dele, fazem parte um número acima da média de atletas com extenso histórico de contusões em seus prontuários.

Que você tenha uns três ou quatro com esse, digamos assim, “passado dolorido”, sem problemas. Mas o Verdão conta atualmente com pelo menos uns dez atletas nessas condições. Aí, o risco é muito grande, e a possibilidade de cairmos numa situação lamentável como a atual, na qual temos um time inteiro fora de ação, é total. Ocorreu várias vezes esse ano. E quem paga é o clube.

Para 2013, uma variável que precisa ser levada em conta na hora de ir atrás de reforços é exatamente a resistência física do jogador. É importante mesclar a juventude com a experiência, mas sempre levando em conta a capacidade atlética de cada candidato a vestir a camisa mais importante do futebol brasileiro.

De que adianta ter no elenco um jogador inegavelmente talentoso como Daniel Carvalho, por exemplo, se ele se encontra em condições físicas lamentáveis? Ou mesmo um craque como Valdívia, de quem a gente às vezes até se esquece, de tanto que frequenta o glorioso DM?

Outro ponto fundamental fica no quesito caráter. Fica díficl acusar de forma categórica um atleta de ser “chinelinho”, ou seja, aquele que não sai do DM por questões estratégicas, e não médicas. Como provar que alguém sente dores de fato? Mas não é difícil conseguir provas do caráter de cada um.

E isso certamente precisa ser fator decisivo na hora de contratar alguém não só para times de futebol, mas para preencher qualquer outra vaga em qualquer profissão ou ramo de atividade.

Se essas variáveis colocadas aqui não forem levadas em conta pelos futuros dirigentes alviverdes na hora de montar novos elencos, continuaremos sofrendo com essa histórico de contusões e com a sina de torcer para atletas modelo “viúva Porcina”, os que foram sem nunca terem sido…