O balanço do desastre alviverde no Brasileirão 2012

Após 38 penosas rodadas, enfim chegou ao fim o Brasileirão 2012 para o Palmeiras. Com a derrota para o Santos na noite deste sábado (1º), o time atingiu a absurda marca de 22 derrotas, com apenas 9 vitórias e 7 empates. Foram 39 gols a favor e 54 contra, saldo negativo de 15 tentos.

Tal performance nos proporcionou a 18ª posição no torneio, acima apenas do Atlético-GO (para quem perdemos os dois confrontos, por sinal) e Figueirense. Os 34 pontos ganhos nos valeram um amargo rebaixamento, o segundo em nossa história.

Uma análise mais detalhada em cima dessa campanha desastrosa é importante para que nunca esqueçamos a vergonha que Arnaldo Tirone, Roberto Frizzo, Luis Felipe Scolari e companhia bela nos fizeram passar. Algo inaceitável para um clube com as dimensões da Sociedade Esportiva Palmeiras, o campeão do Século XX.

Vamos separar a análise por ítens, como forma de tornar a leitura menos enfadonha.

Equilíbro negativo nos dois turnos

A performance alviverde se mostrou igualmente negativa nos dois turnos da competição. Na primeira metade, conquistamos 16 pontos, dois a menos do que no segundo, no qual, por sua vez, vencemos uma partida a mais (5 contra 4). Empates foram 4 no primeiro turno e 3 no segundo. O equilíbrio da desgraça veio no número de derrotas, 11 em cada turno.

A campanha de Luis Felipe Scolari no Brasileirão

Para aqueles que insistem em isentar Luis Felipe Scolari de culpa pela medonha campanha do Palmeiras no Brasileirão 2012, vale um balanço dos 24 jogos nos quais ele nos comandou nessa competição. Foram 5 vitórias, 5 empates e 14 derrotas, com 22 gols a favor e 33 contra, saldo negativo de 11 tentos. Ele ganhou 20 pontos, o que lhe deu um índice de aproveitamento de aproximadamente 28 %. O horror!

A campanha de Gilson Kleina no Brasileirão 2012

Ao largar a Ponte Preta, que vivia um momento tranquilo no Brasileirão, Gilson Kleina sabia correr um grande risco. Pagou pra ver e se deu mal. Foram 13 jogos, com 4 vitórias, 2 empates e 7 derrotas, 17 gols pró e 19 contra, saldo negativo de 2. Ele conquistou 14 pontos, média de 36% de aproveitamento. Digamos que ele fez o que foi possível, diante de tanta terra arrasada que encontrou. Narciso nos comandou durante um jogo, a derrota por 2 a 0 frente ao small club.

Quase a competição toda na zona do rebaixamento

Das 38 rodadas do Brasileirão 2012, estivemos durante inacreditáveis 32 na zona do rebaixamento. Nossa melhor colocação foi o 8º lugar ainda na primeira rodada da competição. A partir da 19ª rodada, entramos lá na ZR para não mais sair, sendo que o 18º posto ficou conosco da 26ª rodada até o final do torneio.

Ataque de riso e defesa com a porteira aberta

Com o gol feito por Maikon Leite contra o Santos, o Palmeiras completou 39 tentos contabilizados, média ridícula de 1.14 por partida. Enquanto isso, nossa defesa tomou 54 gols, média de 1.42 sofridos. Nosso artilheiro foi Barcos, com 14 gols. O segundo colocado foi, pasmem, Luan, com 3 tentos. Os meias Valdívia (jogou 17 partidas) e Daniel Carvalho (jogou 14) tiveram a pachorra de não colocar uma única bola no gol dos adversários.

Longas sequências de derrotas, raras de vitórias

A equipe alviverde conseguiu inúmeros momentos negativos durante a competição. O time obteve cinco sequências de 3 derrotas consecutivas e uma de duas. Curiosamente, passou as seis primeiras rodadas e as seis últimas do Brasileirão 2012 sem uma única vitória. Só obteve duas vitórias consecutivas em duas ocasiões no torneio, ambas sob o comando de Gilson Kleina. O maior período sem derrotas ocorreu no primeiro turno, com dois empates e uma vitória. Ou seja, apenas três partidas sem perder, e uma única vez durante todo o torneio. Fácil entender o destino do clube no campeonato ao ter essas informações…

Resumo da ópera bufa regida por B1 e B2

Diante de números como os expostos acima, fica claro a razão pela qual estamos sendo tão humilhados por nossos inimigos, rivais, adversários etc. E não adianta: os principais responsáveis por tal performance foram, acima de jogadores, técnicos, comissão técnica etc, os dirigentes que comandam o Palmeiras no momento e os conselheiros que os colocaram lá. Enquanto esse povo não largar o osso, correremos sempre o risco de vexames desse naipe…