“Nova” Conmebol dá um murro na cara do Palmeiras e do futebol brasileiro

Sempre achei que o brasileiro dava mais importância para a Copa Libertadores do que ela realmente merece. Esse modismo começou nos anos 90, com o SPFC, e logo tomou conta das outras torcidas.

Muita gente entrou na onda e começou a olhar de uma forma diferente para a Libertadores. Ao mesmo tempo, foi iniciada uma campanha cretina para desvalorizar o futebol brasileiro: as rivalidades centenárias, nossos campeonatos, tudo foi deixado em segundo plano por conta dessa “maravilha” chamada Copa Libertadores.

Apesar desse novo glamour, que alguns idiotas chegam até a comparar à Champions League, da UEFA, a competição continuou sendo mal organizada e muito tosca.

Estádios ruins, arbitragens à la Ubaldo Aquino, racismo e muita violência por toda parte. A Libertadores é um torneio onde, em alguns estádios, o atleta precisa da ajuda da tropa de choque para bater um escanteio sem correr o risco de levar uma garrafada na cabeça. É o chamado “espírito de Libertadores”, ou seja lá o que isso quer dizer.

Depois do que aconteceu em Montevidéu, muita gente de bem acreditava que a nova diretoria da Conmebol (a anterior está na cadeia) daria uma punição exemplar aos marginais do Peñarol. E estou me referindo a todos aqueles que participaram daquela emboscada covarde contra o time e os torcedores do Palmeiras depois da épica vitória no Estádio Campeón del Siglo.

Ao punir o já eliminado “clube” uruguaio com apenas uma partida de portões fechados e uma multa ridícula, a Conmebol dá sinal verde para a barbárie e mostra que continua sendo a mesma de sempre.

Tecnicamente a Libertadores perdeu muito com a saída dos mexicanos e, principalmente, com enfraquecimento do futebol argentino e uruguaio. Alguém consegue imaginar o que seria da competição sem os clubes brasileiros?

Pois é. Está na hora de começar a pensar nessa possibilidade ou vamos continuar sendo trouxas por muito tempo.

Abraço a todos!