Não precisava ser desse jeito…

Na hora da decisão, esse grupo sempre decepciona. Antes de falar em técnica, é preciso saber o que é um dérbi. Não dá pra entrar num clássico como esse como se fosse jogar contra o Atlético-GO.

É preciso entrar ligado no jogo, sentir a importância daquele jogo para milhões de torcedores que aguardaram a semana inteira por uma grande atuação. Tem que jogar como se fosse uma final de campeonato e sem se esquecer da rivalidade centenária que está ali dentro das quatro linhas.

O rival entrou em campo com esse espírito de decisão e pressionou o Palmeiras desde o primeiro minuto. Fernando Prass teve que fazer duas boas defesas para garantir o empate, um resultado que não nos interessava depois da vitória do Santos sobre o Atlético-MG. Apenas depois dos 15 minutos é que chegamos ao ataque, numa rara escapada do Miguel Borja.

Apesar de a CBF ter escolhido o árbitro que todos queriam, o primeiro gol da partida foi ilegal. Se a coisa já estava difícil, imagine depois disso. Fernando Prass, melhor jogador em campo, teve que fazer outra defesa a queima roupa logo em seguida.

Em outra vacilada da defesa, nossos laterais são muito fracos, levamos o segundo gol. Desta vez, pelo menos,  foi um gol legal.

Só daí é que o pessoal acordou! Apesar do desejo de atacar o adversário, faltava consistência no meio-campo e os atacantes abertos na ponta não funcionaram. Kenomania sentiu demais o peso da partida e o Dudu acabou perdido na marcação adversária.

Como se isso tudo não bastasse, o grande personagem do Brasileirão, o atorcante Jô, conseguiu mais uma polêmica neste campeonato. Pênalti? O mais engraçado é que desta vez, o auxiliar de linha que jamais se pronuncia para nada, resolveu abrir a boca e bancou a suposta penalidade sobre o Jô.

Para o segundo tempo, o Roger Guedes entrou no lugar do Keno. Acho que o Bruno Henrique é quem deveria sair, já que ele não consegue mesmo jogar contra o ex-time.

O Palmeiras conseguiu sair mais pro jogo, adiantou a marcação e até conseguiu diminuir o placar com um golaço do Moisés. Apesar do gol, ele só conseguiu jogar bem mesmo quando foi recuado para a entrada do Guerra. Como meia, ainda falta pique.

O adversário continuou com 11 jogadores em campo mesmo com o tal Gabriel entrando em campo sem a autorização do árbitro. Como ele já havia levado um cartão amarelo, deveria ser expulso. Pelo menos serviu para que os jogadores mostrassem alguma indignação no campo!

Ainda houve uma pressão nos 15 minutos finais, mas muito pouco para quem estava disputando a partida mais importante do ano. Nos descontos, a bola do jogo ainda caiu nos pés do Roger Guedes, seria um empate com sabor de vitória, mas ele foi o mesmo Guedes de sempre.

Depois do apito final, o Valentim reclamou, o presidente também, mas durante a semana que antecedeu o dérbi não houve nenhuma pressão sobre o árbitro. Do outro lado, pipocaram notícias sobre o seu retrospecto em jogos do Palmeiras e ele já entrou sabendo que um erro contra os donos da casa custaria caro demais.

Só espero que este tenha sido o último dérbi disputado sem a ajuda do árbitro auxiliar de vídeo (VAR) e que da próxima vez esse assunto não venha a ser abordado por aqui.

Enfim, esse grupo ainda precisa se manter no G4 do Brasileirão. Espero que saibam pelo menos a importância da conquista de uma vaga direta para a Libertadores!!!

Abraço a todos!