Muita chuva e nenhum gol no duelo Luxa x Tarja Preta

Chuva, muita chuva, que serviu para provar que é boa a drenagem do gramado da Vila Belmiro. Mesmo assim, o duelo entre Vanderlei Luxemburgo e Leão Tarja Preta não rendeu uma boa partida. Com um primeiro tempo melhor do que o segundo, Palmeiras e Santos ficaram apenas no zero a zero. Os primeiros quinze minutos do clássico mostraram o time de Diego Cavalieri com uma marcação sob pressão que não deixava o Santos sequer respirar.

Aos sete minutos, Alex Mineiro, que se movimentava bem e ajudava a abrir espaços na defesa adversária, quase marca, em um daqueles famosos “chutes/cruzamentos”. Um bom cruzamento de Pierre quase encontra Willian na área adversária, e chutes de Valdívia e Elder Granja levaram certo perigo à meta adversária. O Santos se mostrava claramente preparado para segurar o jogo e tentar algo no contra-ataque, o que quase conseguiu no final da etapa inicial. Luxemburgo voltou com Makelele no lugar do inoperante Luiz Henrique, ele que surpreendeu colocando Willian desde o início.

Não deu certo. O Verdão caiu de produção, especialmente em seu setor de criação, com Martinez e Valdívia (marcado em cima por Adriano) em tarde pouco inspirada. A nova turma de Betão teve maior posse de bola, mas pouco fez, em função da indigência técnica de seus jogadores. No finalzinho, Valdívia, que obrigou Fábio Costa a fazer bela defesa, e Osmar (entrou no lugar de Willian) tiveram a chance de matar o jogo, mas não conseguiram.

 Melhores do Palmeiras: Gustavo, Pierre (salvou uma das melhores chances peixeiras no jogo) e Alex Mineiro. Destaque final: Luxa e Tarja Preta não se cumprimentaram, mas também não brigaram, afora a choradeira do ídolo eterno de Flávio Canuto contra a arbitragem de José Henrique de Carvalho, que, no entanto, apitou corretamente.