Mudou, mas ainda não ganhou…

Depois da derrota para o Linense em casa, a pressão sobre o técnico Marcelo Oliveira ficou ainda mais forte.

O treinador já está no comando do time há algum tempo e, apesar de ter conquistado o título do Copa do Brasil 2015, ainda não conseguiu fazer o time jogar um futebol convincente.

A insistência com algumas peças e também pelo 4-3-2-1 estavam entre as principais queixas dos torcedores sobre o trabalho de Marcelo Oliveira.

Na sua estreia na Libertadores, a torcida viu um Palmeiras um pouco diferente com Robinho no banco de reservas e uma formação parecida com um 4-3-3.

Digo que é parecida porque Thiago Santos ficava como “guardião do meio-campo” enquanto Jean/Arouca tinham liberdade para descer ao ataque e fazer o papel de meias de armação, com Dudu descendo pelo meio também.

Com isso, o Palmeiras se manteve por muito mais tempo no ataque, mas ainda sofreu com os erros no último passe, principalmente com o Arouca que ainda não conseguiu ser no Palmeiras o Arouca que todos conhecem.

O recém-chegado Jean, no entanto, se adaptou rapidamente ao seu novo papel na equipe e acabou fazendo um belo gol.

Lucas Barrios também teve chances para marcar o seu, mas estava muito mal na partida. O gramado estava alto, bla bla bla…mas a verdade é que o Alecsandro, que entrou em seu lugar, foi muito mais efetivo que o argentino.

O time ainda não consegue recompor com velocidade quando o adversário está com a bola. Além disso, faltou entrosamento entre Roger Carvalho (que bate muito) e o lateral Lucas, que insiste em jogar muito mal.
Além de fazer um belo gol, igual aos que fazia nas categorias de base, Gabriel Jesus entrou muito bem no lugar de Erik. Falei que o banco de reservas poderia ser bom para ele?

Se o time mostrou alguns avanços, o resultado acabou sendo ruim para o Palmeiras. Vencendo a partida por duas vezes, acabou cedendo o empate para o modesto time uruguaio.

Nem mesmo com a forte pressão exercida no final,depois da entrada de Robinho no time, o gol do que seria uma justa vitória palmeirense saiu. Muitas chances foram criadas, mas não rolou.

Com isso, a pressão e a desconfiança sobre o trabalho do treinador ainda seguirá até o próximo sábado, quando vamos reencontrar o Santos, no Allianz Parque.

Na saída do vestiário, os jogadores demonstraram estar ao lado de Marcelo Oliveira e puxaram para eles próprios a responsabilidade pelos resultados ruins.

Só espero que não seja só da “boca pra fora” e que o time continue evoluindo. Pelo menos, o treinador tirou a bunda da cadeira e fez as alterações que todos pediam. Ou, pelo menos, tentou fazer algo diferente.

Abraço a todos!