Kleber 2011 é igual a Edmundo 1995; lembram?

Por Fabian Chacur

Já andei twittando por aí que o Kleber 2011 está lembrando demais o Edmundo 1995. Resolvi detalhar um pouco mais para que os mais novos possam entender o que eu tentei dizer.

Em 1995, o nosso Alviverde Imponente viveu a sua primeira crise com a Parmalat, que veio após a saída, de uma só vez, de Evair, Cesar Sampaio e Zinho, e da sabotagem de tio Mumú que quase fez a empresa se mandar do clube antes do tempo. De repente, Edmundo, que na minha humilde opinião era um coadjuvante muito importante, virou protagonista do time. E aí a coisa não prestou.

Após uma atuação sensacional contra o Grêmio no início da Libertadores 1995, quando ganhamos por 3 a 2, o jogador começou a nos arranjar um problema atrás do outro, dentro e fora dos gramados. A zica chegou ao auge com a agressão a um cinegrafista no Equador, em jogo pela Liberta.

Coincidência ou não, naquele 1995 um certo Flamengo vivia o ano de seu centenário, e veio feito um alucinado para cima de Edmundo, prometendo mundos e fundos para o jogador. Ele, por sua vez, começou com aquela ladainha de que “o Palmeiras não me valoriza, não sei se fico, não sei se vou”, yadda, yadda, yadda.

Resultado: o cara largou o Verdão no meio da Liberta e foi para o Urubú Imundo, jogar ao lado de Romário e Sávio. A justiça divina se fez presente: não ganhou nada por lá, o Menguinho só deu vexame e passou seu centenário “sem ter nada”, como um certo gambá paulistano.

Pois agora a história se repete como farsa com Kleber. Cada nova entrevista do jogador é repleta de confusão, de declarações agressivas, de novas dúvidas jogadas no ar. E o cara não joga, deixando no ar a possibilidade de se transferir para (não por coincidência) o Flamengo, esse time dirigido de forma asquerosa pela Dona Patricinha Amorim que veio aliciar j ogador alheio com campeonato em andamento.

Os torcedores se voltam contra os dirigentes, que se voltam contra a imprensa, que se diverte com a bagunça, capaz de praticamente tirar das manchetes que o Palmeiras, mesmo com elenco limitado, está entre os quatro primeiros no Brasileirão 2011, graças ao árduo trabalho do Felipão.

Acho que o meu amado Palmeiras não pode virar refém de jogador. Se o Kleber quiser continuar, que continue e cumpra seu contrato. Se a diretoria achar que deve dar aumento para ele (cadê os títulos que justifiquem tal aumento? Enfim, não sou eu quem irá pagar…), que dê. E a torcida o apoiará, como deve apoiar todo e qualquer jogador que vista nosso manto sagrado com dignidade e honra.

E se o Flajuto vier com dinheiro de banco imobiliário e depositar a multa contratual REAL, que leve o jogador. E vida que segue. O nosso Verdão é maior do que tudo isso!

Pelo menos nesse aspecto, o glorioso Lincoln foi mais honesto, pedindo para não completar os sete jogos como forma de tentar negociar sua saída do clube, onde acha que não está sendo bem aproveitado, sem criar confusão nem tumultuar o clube.
obs.: qual será a participação de um certo Pofexô Wanderley (ou Van Der Ley, ou Vandeco Pipoka, ou sei lá!) nessa confusão toda? O povo quer saber…

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Problemas técnicos impediram a gravação do podcast de Mondo Palmeiras nesta segunda-feira. O programa será gravado ainda nesta semana.