Julgamento fajuto condena Palmeiras

Nos anos 60, o general De Gaulle afirmou que o Brasil não era um país sério. Houve quem se sentisse ofendido. No entanto, volta e meia ocorrem fatos por aqui que nos levam a concordar com o célebre político francês. O mais recente teve como vítima a Sociedade Esportiva Palmeiras.

Ontem, a 1ª Comissão Disciplinar do TJD (Tribunal de Justiça Desportiva) da Federação Paulista de Futebol condenou nosso Alviverde Imponente pelo já mitológico incidente envolvendo gás tóxico no vestiário do time do Jardim Leonor, na partida da semifinal do Paulistão ocorrida no dia 20 de abril no estádio Palestra Itália. Isso, mesmo com um relatório preliminar da polícia indicando que o gás foi espalhado de dentro do vestiário utilizado pelo time de Muricy Sem Dentes. Pena: multa de R$ 10 mil e perda de mando de duas partidas.

A punição foi decidida de forma unânime pelos três auditores responsáveis pelo julgamento. A punição referente aos mandos de campo deverá ser cumprida no próximo Paulistão. Mas o diretor de futebol do Verdão, Savério Orlandi, declarou à Folha de S. Paulo que saiu descontente com o resultado do “julgamento”. “Achava que o tribunal ia aceitar a defesa.

Vamos analisar as medidas com o presidente Affonso della Mônica e com o Vice Gilberto Cipullo. Temos fundamento para entrar com recurso e hoje pode haver uma definição quanto a isso”. Só para acirrar os ânimos, leiam a declaração infeliz do auditor Acyr José de Almeida ao mesmo jornal paulistano: “O episódio foi algo do tempo das cavernas, pois nem na várzea hoje em dia se pratica algo dessa natureza”. Menos, meu caro, menos…

Que circo dos horrores, heim? E você, palmeirista do Brasil e do mundo, o que acha dessa palhaçada toda? Concordam que o Verdão precisa recorrer, por uma questão de princípios?