Jogadores agora fazem o caminho contrário

Por Flavio Canuto

Um dos principais sintomas de uma empresa mal administrada é a sua dificuldade para reter bons profissionais. Já vi isso acontecer várias vezes no mundo corporativo, mas nunca num grande clube de futebol.

A sofrível temporada de 2011, quando tivemos vários problemas extra-campo, que coincidiu com a chegada do perdido Arnaldo Tirone, trouxe essa dificuldade ao Palmeiras.

Dois de nossos principais atletas, Pierre e Henrique, já manifestaram publicamente o seu desejo de respirar novos ares.

Pierre já veste a camisa do Atlético-MG, pois foi liberado por Felipão no meio do ano. Seu empréstimo, no entanto, termina agora em dezembro, e o atleta não quer voltar a trabalhar com o treinador que nem sequer o relacionava para as partidas.

Desde que chegou no clube mineiro, o volante reencontrou o seu bom futebol, e é peça importante por lá. Só resta a diretoria palmeirense bater o pé e exigir uma compensação financeira (ou um bom jogador) do Atlético-MG.

Já  o zagueiro Henrique, cujo empréstimo vai até o final de maio, quer ir para o Grêmio. O clube gaúcho quer comprar os direitos do zagueiro que pertencem ao Barcelona para contar com o atleta em definitivo.

Vivemos num país livre, quer ir para Porto Alegre vá, mas pague a multa contratual.

Não é possível que o Palmeiras se curve aos interesses desse empresário Malaquias, já conhecido por aqui pela presepada que aprontou com seu pupilo, o ex-promessa-craque-gênio Keirrisson.

Jogadores passam, a vida segue, mas é triste ver bons jogadores querendo sair, e outros relutando em assinar contrato conosco.

Transformar o Palmeiras num clube social é um sonho antigo desse pessoal que colocou Tirone no poder.

Se a torcida se acovardar, é justamente isso que vai acontecer…

Abraço a todos!