STJD liberou a interferência externa em todas as partidas do Brasileirão

O futebol precisa se modernizar, isso é indiscutível. O esporte mais popular do planeta é também um dos mais conservadores e atrasados no que se refere à adoção de novas tecnologias.

Hoje, qualquer interferência externa para auxiliar os árbitros, até mesmo num lance muito difícil para o olho humano, é terminantemente proibida. Não deveria ser, mas é. Ainda é.

Depois do que aconteceu no último Fla-Flu, no entanto, muita gente está querendo impor na marra que uma decisão da arbitragem possa ser alterada com um aviso externo realizado pelo delegado da partida.

Muito bem, que assim seja, pelo “bom senso”. Mas que seja também para todos aqueles que, em algum momento do Campeonato Brasileiro, foram prejudicados por algum erro de arbitragem. E foram vários erros. Vários pontos perdidos.

Se a interferência externa fosse permitida também em outras partidas, a tabela do Brasileirão seria outra. Até mesmo o Flamengo, que tem sido tratado como “vítima”, poderia estar numa situação melhor (ou pior) na tabela de classificação se houvessem mais partidas como aquela de Volta Redonda, onde tudo é permitido.

Num dia, o presidente do STJD disse na TV que existiam “provas contundentes” da interferência externa e ilegal na arbitragem da partida. No dia seguinte, esse mesmo senhor ignora todas as evidências que mostram a interferência do delegado da partida na decisão de Sandro Meira Ricci e diz que o pedido não tem fundamentação.

Assim sendo, a interferência externa o mesmo deve valer para todas as partidas que restam na competição.

Na dúvida, o nosso capitão Dudu pode, por exemplo, consultar alguém que viu o lance na TV, informar o árbitro e mudar a história da partida. Se vale para um clube, tem que valer para todos os outros, confere?

A verdadeira vítima nessa lambança toda não é um clube, mas sim o combalido futebol brasileiro. As regras do jogo? Danem-se as regras.

Abraço a todos!