Grêmio factor e outras histórias

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As pessoas estão elogiando o Grêmio, Mano Meneses e a diretoria que deu tempo para ele trabalhar, e estão falando que o time estava na série B dois anos atrás, e agora está na final da Libertadores, e que o Palmeiras não consegue nada, que não faz trabalho a longo prazo etc. Pois bem. Coloco por terra essa afirmação e explico.

Em 2003, o Palmeiras voltou da série B e para 2004, manteve a base. Lembro que na época, a “imprenssinha”, como sempre faz , tentava desmerecer o Palmeiras dizendo que o time era fraco para jogar série A, que iria cair de novo se não mudasse tudo. O mandatário do clube na época, como sempre não querendo gastar no futebol, manteve a base e o técnico. Mas, desta vez, mesmo sem querer, ele fez algo certo.

O Palmeiras foi muito bem no primeiro semestre daquele ano, caindo nas semifinais do Paulistão e depois também na Copa do Brasil num jogo atípico. Daí, entrou em cena a pressão de parte da torcida para que mandassem embora Jair Picerni, que vinha fazendo um ótimo trabalho.

Veio então Estevam Soares, o popular Fred Flintstone. O time chegou a liderar o brasileiro de 2004, mesmo com o mandatário tendo vendido (na verdade, dado) Vagner Love e Edmilson. Mesmo assim, nos classificamos para a Libertadores 2005. O que quero é mostrar que, se agora elogiam o Grêmio, há 2 meses descobri um blog dos gaúchos, chamado “rebote tricolor”, no qual eles tem um programa, nos moldes do mondopalmeiras, e os comentaristas da rádio diziam que o time era fraco, os jogadores medíocres, o time não tinha formação tática, que Diego Sousa e Tcheco não podiam vestir a camisa do Grêmio etc.

O time continua o mesmo e o esquema tático é o mesmo. O que mudou, então? Simples: a mentalidade de parte da torcida e principalmente, a dos jogadores e comissão técnica, pois hoje eles acreditam que dá, que podem tudo! O Palmeiras tem um elenco limitado, assim como o do Grêmio, mas diferente deles, nosso time não tem confiança em si próprio. É só ver os últimos jogos: temos jogado bem, mas não ganhamos. Aí, começa aquele sentimento de que tudo vai dar errado, que vamos perder etc. E isso contamina todos no clube e na torcida.

Sei que falta um atacante de qualidade, força nos bastidores, muita coisa. Mas uma coisa, nós, palmeirenses não podemos deixar faltar: apoio incondicional. Senão, as coisas nunca irão mudar. Temos de acreditar que podemos fazer a diferença no estádio e empurrar o time, não ficar xingando jogadores aos cinco minutos do primeiro tempo.