Gol mal anulado determina vitória do Paraná

chamada38.gif

Dois lances foram cruciais para a vitória do Paraná Clube contra o Palmeiras, em Curitiba, na tarde/noite deste domingo: a expulsão discutível de Dininho aos 4 minutos do segundo tempo e a anulação de gol legítimo de Valdívia aos 15, ele que estava, no máximo, na mesma linha do defensor paranista. Como o gol espírita de falta de Márcio Careca, aquele mesmo péssimo lateral esquerdo que vestiu nossa camisa em 2006, foi validado, a equipe paranista venceu por um a zero, em partida tecnicamente deficiente, com direito a garoa e, no final, chuva torrencial, que deixou o gramado impraticável.

Caio Jr. arriscou nova escalação, tirando Luis até do banco e entrando com Wendell no lugar de Paulo Sérgio e Rodrigão no comando do ataque, ao lado de Luis Henrique. Na primeira etapa, a equipe verde criou mais chances e até enfiou uma bola na trave, e Rodrigão perdeu dois gols feitos. Mas a velha sina de tomar gol de ex-jogador se concretizou mais uma vez, em chute que Márcio Careca irá acertar novamente só daqui a mil anos. O lance ocorreu aos 19 minutos, não por acaso pelo setor de Leandro, que novamente jogou mal.

Aos quatro da segunda etapa, o juiz provavelmente quis compensar falta nítida que Valdívia fez um minuto antes e ele ignorou, e mandou Dininho para o chuveiro devido a uma dividida em que o zagueiro verde foi visivelmente na bola, e com o campo escorregadio.

A partir daí, mesmo numericamente inferiorizada, a equipe paulistana teve o comando do jogo, mas sem conseguir criar chances agudas de gol. A inexplicável entrada de Edmundo no lugar de Valdívia não ajudou muito, e o Paraná teve pelo menos três chances claras de matar o jogo, com uma bola indo na trave de Diego. Mesmo assim, não dá para dizer que o resultado foi justo, especialmente pela garra apresentada pelo Palmeiras até o último minuto da partida.