Gigante nas bolas aéreas, técnico e ainda veloz: será esse o Palmeiras que no Brasileiro?

Pelo menos é isso que o Cuca está deixando a entender com sua remontagem de elenco. Vamos voltar um pouco às notícias da semana passada e relembrar as “idas e vindas”.

  • Atletas que saíram/devem sair: Robinho, Lucas, Régis, Edu Dracena e Leandro Almeida.
  • Novos contratados: Fabiano, Fabrício, Yerry Mina e Tchê Tchê.

É possível que eu esteja escrevendo isso e novas movimentações estejam acontecendo no Palmeiras, mas já existe algo interessante a se analisar através dessas mudanças.

Há quem tenha sido dispensado por não ter vingado no time, mas a chegada de atletas com maior estatura e força no desarme, como o zagueiro Yerry e o lateral/meia Fabrício, mostra que para determinadas posições não existe espaço para quem não disputa a bola com intensidade, e os atletas que aqui estavam não tinham essa característica.

Como o Palmeiras pode jogar após essa reformulação?

Já ouvi de antigos ex-jogadores (e concordei com eles) que “o meio-campo é o coração do time”, e, felizmente, o nosso meio-campo conta com ótimos volantes de contenção (Gabriel e Thiago Santos) e jogadores que fazem a bola correr muito bem (Jean, Cleiton Xavier e, em tese, o Arouca).

Isso, sem dúvidas, será essencial para que a velocidade dos jogadores de frente seja devidamente explorada, ao mesmo tempo em que a defesa tenderá a ter maior solidez e velocidade (tanto pelos volantes quanto pela própria velocidade dos principais zagueiros).

Particularmente, acredito na vinda de um meia-atacante – de preferência que jogue pela esquerda – que venha para resolver as partidas, encaixando um padrão de 4-4-2, seja com um meio losango ou quadrado (quase uma aula de geometria esse parágrafo). Só nos resta saber se os centroavantes serão esses que temos hoje.

Na bola parada, o Palmeiras será o time mais perioso do campeonato, pois, se com o Vitor Hugo já temos um bom desempenho nos gols de cabeça, agora podemos acrescentar mais quatro bons cabeceadores, além de Cleiton Xavier, Jean, Egídio e Zé Roberto, que são muito bons na bola parada e sabem cruzar.

Em fim, como há muito tempo o palmeirense sonha, temos tudo para ter um time bem montado, com jogadores que se completam coletivamente, tenham capacidade física e técnica para seguir as orientações do Cuca, e, essencialmente, jogadores talentosos para fazer o que realmente decide campeonatos: gols!

Será que é isso mesmo que veremos ou vocês esperam algo diferente? Bora deixar os palpites aí, galera!

Abraço a todos!