Luxemburgo e Palmeiras. Está tudo bem mesmo?

luxa_uruguai

O sonho do bi campeonato da Libertadores se foi. E foi tarde. Poderíamos ter caído na primeira fase se não fosse aquele gol antológico de CX10. A desclassificação passou muito perto em Recife, quando os milagres de São Marcos a mandaram para o Uruguai, onde nem a sorte e nem a pontaria dos nossos atacantes nos acompanharam, e o jogo terminou empatado.

Concordo com Fabian Chacur, e acredito que não jogamos mal ontem. A escalação da equipe não foi equivocada, tampouco as substituições foram desastradas. Mas a bola não entrou.

Será que ela devia entrar mesmo, e continuar encobrindo as enormes feridas desse namoro entre Luxa e o Palmeiras? Como torcedor, creio que sim, gostaria de ir vencendo cada adversário até o final na base da raça, da sorte, do talento individual dos nossos atletas, mas no futebol (e nem na vida) as coisas funcionam desta forma.

Enquanto alguns times seguem conturbados fora de campo, mas com uma equipe de futebol afinada, o Palmeiras é justamente o oposto disso. Temos o presidente que 99,9% dos palmeirenses (e mesmo muitos adversários) queriam, estamos atravessando uma fase de várias mudanças internas, avanços significativos, mas o futebol segue à deriva.

Estamos nas mãos de um comandante que até hoje não sabe que esquema tático usar, quais jogadores deve escalar, faz escolhas incompreensíveis, e ninguém o contesta.  O tempo passa, os resultados não aparecem, a relação com a torcida vai se deteriorando, e o jogo de aparências persiste.

Só fica uma pergunta: até quando?