Festa estranha com jogadores esquisitos

Sabe aquelas festas nas quais você vai com o maior alto astral, disposto a se divertir, e aí chega no local e só tem guaraná Dolly quente, maionese estragada e carne dura? Pois foi isso o que o torcedor alviverde teve de encarar nesta quinta-feira (26).

Durante 90 minutos, os 14 jogadores (os 11 titulares e os três que entraram na segunda etapa) que estiveram no estádio do Pacaembu representando a Sociedade Esportiva Palmeiras contra o Atlético Goianiense definitivamente não estiveram a altura da data, o aniversário de 96 anos de um dos maiores clubes de futebol do mundo.

Dessa forma, a equipe goiana, fortíssima candidata a voltar à Série B do Brasileirão em 2011 e que não tinha nada a ver com a história, fez 3 a 0, saiu da lanterna do torneio (agora nas mãos do rival Goiás de Leão Tarja Preta) e nos fez passar um vexame daqueles. Pobres dos quase 14 mil presentes no campo da municipalidade.

Na verdade, desde o início o time escalado por Luis Felipe Scolari dava pinta de que não daria certo. Meio campo lento, erros de passe aos borbotões, ataque inoperante e exibindo dois laterais, alas ou o nome que se quiser dar totalmente ineficientes, além de fartos espaços para o adversário contra-atacar. Eis como fomos na etapa inicial.

Com o passar dos minutos, o Atlético Goianiense foi gostando do jogo. Na primeira tentativa, proporcionou bela defesa de Marcos. Na segunda, Gabriel Silva fez pênalti infantil, que Elias cobrou com maestria, aos 28 minutos. O time continuou na mesma, e o mesmo Elias recebeu bola livre e chutou forte, fazendo aos 38 minutos o segundo gol.

Na etapa final, Felipão tentou Patrick e Everthon para dar alguma vida ao time, mas as coisas não mudaram. Valdívia, a esperança de algo diferenciado, ainda está fora de jogo, e pouco fez, saindo aos 22 minutos para dar lugar ao jovem Vinícius.

O terceiro gol dos goianos, aos 38 minutos, novamente de Elias, sacramentou um resultado que parecia consolidado já aos 10 minutos da etapa final.

Das várias partidas ruins que o Palmeiras fez em 2010, essa foi de longe (repito: de longe!) a pior. Faltou tudo: categoria, raça, organização, destaques individuais… Espero ter sido o último vexame do ano…

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