Felipão merece o nosso respeito, mas precisa ir embora

Luis Felipe Scolari é um nome que já faz parte há um bom tempo da história da Sociedade Esportiva Palmeiras. Com ele em nosso comando, ganhamos uma Libertadores, duas Copas do Brasil, uma Copa Mercosul…

Nada irá tirá-lo do coração dos torcedores alviverdes. Mesmo quem atualmente duvida até da hombridade dele certamente se arrependerá e voltará a respeitá-lo. Cabeça quente é má conselheira, como todos sabem.

Todos também sabem que a atual crise que insiste em não sair do antigo Palestra Itália não tem no treinador gaúcho o seu maior culpado. Essa “honra” fica com a atual diretoria e também com as que nos comandaram nas últimas décadas, especialmente aquele cidadão que ama piscinas, bocha e outros esportes que não o futebol, além de ser especialista em politicagem e amar os podres bastidores da bola.

No entanto, o momento exige decisões firmes, cirúrgicas, inadiáveis, certeiras. Como não é possível trocar todo um elenco, a única alternativa para dar uma sacudida no Alviverde Imponente é trocar o treinador.

Felipão já está no Palmeiras, nesta sua segunda passagem pelo clube, há dois anos e dois meses. Ganhou a Copa do Brasi há dois meses, é certo, mas seu desempenho nesse período foi muito abaixo do que seria de se esperar de um profissional tão bom e de salário tão alto.

Ele não consegue tirar o time do atoleiro em que o time se encontra desde a primeira rodada do Brasileirão 2012. Em nenhum momento o time esboçou reação. E continua não esboçando nada.

Conquistas e currículo à parte, Scolari admite que não está conseguindo reanimar seu elenco, que aparentemente não está mais em suas mãos desde a famosa confusão criada em torno do jogador João Vitor (de novo ele!). Se ele próprio admite que não está dando conta do recado, o que justifica sua permanência?

A troca de técnico não é a solução mágica que resolverá tudo. No entanto, torna-se uma forma de criar um fato novo que possa impulsionar esse elenco de jogadores a acreditar em seu potencial e nos tirar dessa situação.

Mas o treinador, seja o Hélio dos Anjos ou Narciso, Cesar Sampaio ou Raul Bianchi, precisa ter TOTAL APOIO DA DIRETORIA, JOGADORES E TORCIDA. Do contrário, não adiantará nada.

Muito obrigado por tudo, Felipão, mas o casamento acabou. Não dá mais. Você fez o que estava a seu alcance, mas não deu. Paciência. Que venha outro. Logo! E se a diretoria for covarde e não se dispuser a demiti-lo, peça demissão. Pelo amor de Deus!