Faltou futebol e malícia pra segurar o resultado no final

Quase deu. O Palmeiras achou um gol no segundo tempo, mas não conseguiu segurar o resultado até o final e acabou cedendo o empate no final. Com isso, estamos desclassificados da Copa do Brasil.

Cuca não podia contar com todos os jogadores que fizeram boas partidas nas últimas rodadas do Brasileirão e montou, com as peças que contava, a equipe que todos queriam, inclusive com o Tchê Tchê no banco de reservas.

Apesar do bom público e o clima de decisão, a partida foi péssima tecnicamente falando. Era previsível que o Mano Menezes fecharia o time e o Palmeiras não conseguiu quebrar a defesa adversária. Nem o Dudu ou o Alejandro Guerra tiveram liberdade para jogar e tivemos poucos lances mais agudos no primeiro tempo.

Na segunda etapa, Cuca arriscou um pouco e colocou o Keno na vaga do Alejandro Guerra. Dudu foi pro meio. O panorama da partida não mudou muito, mas o Palmeiras conseguiu achar um gol depois de um despretensioso chute do Keno, que desviou num jogador do Cruzeiro. 1×0.

Talvez o grande erro da partida veio justamente depois de aberto o placar. Cuca deveria proteger a defesa quando era esperada uma reação do Cruzeiro, certo? O treinador tirou o Dudu e colocou o Tchê Tchê (que não marca mais ninguém). Daí em diante foi só pressão do time mineiro.

Bem, ainda tivemos uma chance de ouro para “matar o jogo” num contra-ataque. Miguel Borja excepcionalmente deu uma bela assistência para o Egídio que, poderia tocar para algum atacante, mas caiu na tentação de fazer o gol da vitória. Errou feio.

Logo em seguida, o Cruzeiro conseguiu o gol de empate numa jogada que apenas evidenciou as falhas na marcação que precisam ser corrigidas se o time não quiser ser eliminado também na Libertadores. Foi ridículo.

A verdade é que faltou malícia. Parece que só o Thiago Santos entrou com o espírito de mata-mata. Depois do gol, o time precisava valorizar a posse de bola e apostar no nervosismo do Cruzeiro para fazer o segundo gol.

Nas laterais, o Jean já estava cansado e o Egídio dava muito espaço, como sempre. Yerry Mina é um jogador excepcional, mas precisa ser zagueiro antes de tudo. Como será que o Cuca vai ajeitar essa defesa?

Enfim, agora é pensar nos próximos jogos do Brasileirão e, principalmente, preparar a equipe que vai enfrentar o Barcelona de Guayaquil, em casa, no dia 9 de agosto. O ano só termina em dezembro, certo?

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Abraço a todos!