Faltou chutes a gol e mais experiência

marcos_uruguay

Dizem que não adianta ficar chorando pelo leite derramado. Então, é melhor encarar a realidade. Após o empate por um gol em São Paulo, precisávamos ou da vitória simples ou de um empate por dois ou mais gols para continuarmos na Taça Libertadores.

Ciente disso, o time do Palmeiras demonstrou disposição, aplicação e organização em campo. Faltou o essencial: qualidade nas finalizações e saber traduzir em chances de gol e os respectivos gols o maior volume apresentado no Estádio Centenário.

Fica como experiência para esse grupo de jogadores, e fica um nó na garganta do torcedor alviverde, ao ver um time medíocre como o do Nacional do Uruguai avançar para as semifinais do mais importante torneio das Américas, na vaga que deveria ter sido nossa. Paciência. Acontece.

Como já era esperado, o Verdão veio com a mesma escalação da partida contra o Cruzeiro pelo Brasileirão, com três zagueiros (Marcão sendo o terceiro) e Williams ao lado de Keirrison na frente.

O time demonstrou muita disposição, mas teve a seu favor o fato de a equipe uruguaia não demonstrar em campo a menor disposição de jogar, e sim de fazer o tempo passar a qualquer custo. Aos oito minutos, Cleiton Xavier quase faz gol olímpico, que o goleiro Muñoz evitou espalmando a bola, que ainda bateu em sua trave.

Até o final do primeiro tempo, só jogadas de pouca intensidade ofensiva, apesar do domínio alviverde, o tal de “volume de jogo”. Até que, aos 43 minutos, um jogador uruguaio desviou claramente um cruzamento nosso com a mão. Pênalti, que o árbitro preferiu ignorar.

Aos 9 minutos da etapa final, ao ver sua equipe cair de rendimento, Vanderlei Luxemburgo começou a tentar novas alternativas. Williams, que até vinha bem, deu seu lugar a Ortigoza. Obina veio aos 19 minutos, com Marcão saindo. Um minuto depois, o ex-atacante do Flamengo recebeu bola na cara do gol e chutou para fora, sendo que sua camisa foi levemente puxada pelo zagueiro adversário. Outro pênalti, que ficou por isso mesmo. Mas o lance foi rápido… Souza ficou com a vaga de Wendel aos 23 minutos.

Aos 39 minutos, Ortigoza fez ótima jogada pela ponta esquerda e cruzou para Obina, que desviou para fora. Apenas aos 40 o Nacional criou uma chance real de gol, com Garcia cara a cara chutando para fora. No final, até Marcos avançou para tentar o gol salvador, mas o “largol” já havia perdido a validade.

No final das contas, 0 a 0, e um fim melancólico para nossa participação na Libertadores 2009. E nos resta o Campeonato Brasileiro. A ele, então. Sábado já tem jogo de novo. Vida que segue.

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