Essa eterna paixão chamada S.E Palmeiras…

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95 anos de idade. Mas com um corpinho de adolescente. Surgiu em 26 de agosto de 1914, quando o futebol ainda era um esporte em desenvolvimento por aqui. Nem Copa do Mundo havia, que dirá Brasileirão, Libertadores, Mundial Interclubes etc. Cresceu aos poucos, passo a passo. Em 1920, ganhou o primeiro Campeonato Paulista. A partir daí, começou a se soltar.

Não vou enumerar todos os títulos aqui. São tantos! Tivemos momentos de glória, de felicidade, de tristeza, de paixão. O tal do “time dos italianinhos”, como era chamado de forma pejorativa por alguns rivais, ganhou força, conquistou o coração de descendentes de árabes (como eu!), japoneses, europeus em geral, brasileiros de todos os rincões, até ser o que é hoje. Um time amado nos quatro cantos do mundo.

Cada um tem suas histórias de torcedor. Tenho várias. Algumas eu já contei aqui nesse mesmo Mondo Palmeiras. Outras, posso dividir com vocês agora. Como quando, após perdermos o Paulistão de 1992 para o time do Jardim Leonor, saindo do estádio, vendo a festa “delas” e tomando uma chuva daquelas, disse, convicto, para os dois grandes amigos que estavam do meu lado: “ano que vem eu volto nessa ***** de estádio e vou ver meu time campeão de novo!”.

Nem é preciso dizer que estava lá, naquele abençoado 12 de junho de 1993. E também estava naquele mesmo estádio, naquele mesmo ano, quando despachamos o mesmo odiado rival, garantindo nossa vaga para disputar o título brasileiro de 1993. Dois a zero, com direito a gol de placa de César Sampaio, e a gritarmos todos juntos, quando os rivais fugiram de seu próprio estádio antes mesmo do final da partida: “ao, ao, ao, foge pro Japão”.

Paixão é assim. A gente gasta dezenas, centenas, milhares de palavras e, no final de todas elas, não conseguiu explicar coisa alguma. Ou melhor, explicou na lágrima que sai dos olhos quando lembra de tudo isso. Da raiva que passou ao ver o time cair para a segundona naquele sinistro 2002. Do orgulho de ver o time sair daquela situação em 2003 jogando futebol, sem se valer de viradas de mesas ou mutretas tão comuns nesse país tão lindo e tão complicado. E da honra de ter ajudado a criar, ao lado dos também fanáticos Flávio Canuto e Raul Bianchi este Mondo Palmeiras aqui, que é tão de vocês quanto nosso.

Sei lá. Parabéns, Sociedade Esportiva Palmeiras. Tenho poucas certezas na vida, mas uma é concreta: torcerei para esse clube até o meu último sopro de vida. E sei que você, leitor, deve estar aí, sacudindo a cabeça e dizendo: “eu, também”! E quer coisa melhor do que comemorar aniversário com o nosso Alviverde Imponente na liderança do Brasileirão? Esse é o meu, o seu, o nosso Palmeiras. Parabéééééééns!

uol_logoClique aqui para ouvir a Rádio Mondo Palmeiras – Edição 144 (link alternativo).