Esqueceram o que é jogar um dérbi…ou nem sabem o que é isso

Tanto disseram por aí que o Palmeiras tem um elenco qualificado, que era o favorito, etc…. e o pessoal acreditou que tudo seria resolvido por osmose. Logo nos primeiros minutos ficou claro que o rival entrou muito mais ligado na partida, com a intensidade que se espera num jogo como esse.

O que dizer sobre o cartão amarelo que o Felipe Melo recebeu logo aos cinco minutos? O Gabriel merecia mesmo uma entrada mais forte, mas jogador experiente não pode cair na pilha da torcida desse jeito e prejudicar a equipe. Aliás, se o mesmo Gabriel também tivesse sido advertido no começo da partida, muita coisa poderia ser diferente…

A correria e a marcação alta do adversário me fizeram sentir saudades do Moisés. Era ele, que nesses momentos tratava de colocar a cabeça dos companheiros no lugar e a bola no chão. O experiente Michel Bastos poderia ter feito bem esse papel, mas foi um fantasminha no jogo.

Apesar de se manter por muito mais tempo no ataque, o Palmeiras não conseguia criar oportunidades. Faltava coragem e ousadia para quebrar a defesa adversária. Willian Bigode aproveitou um raro espaço e arriscou um chute de fora da área. A bola explodiu no travessão.

O “liso” Keno foi um dos poucos que ousou um pouco mais e entrou com a intensidade necessária para uma partida como esta. Quase fez o seu.

Depois da lambança do árbitro no final do primeiro tempo, juro que eu esperava uma postura diferente da equipe na segunda etapa. Gostei da alteração feita, Raphael Veiga havia tomado um cartão amarelo e estava nervoso. Infelizmente, Guerra ainda não está pronto e ainda cometeu aquele erro infeliz que resultou no gol de Jô. Espero que não seja agora crucificado por isso.

Quando Felipe Melo pregou, esperava que um meia/atacante entrasse para encurralar ainda mais o adversário no campo de defesa. Thiago Santos entrou pra “fechar o meio-campo”. Pra quê?

A bola pune. Principalmente num dérbi, onde a temperatura da partida é sempre mais alta e quem entra em campo achando que vai fazer o gol a qualquer momento quase sempre se dá mal. Depois de 30 minutos de irritantes chuveirinhos na área, um contra-ataque acabou definindo o placar do clássico e destruindo o sossego na Academia de Futebol.

Todos foram mal. Claro que muita gente agora vai descarregar tudo no treinador (faltou vibração), no Guerra (que errou feio no lance) ou até mesmo no Alecsandro que foi falar de Libertadores depois do jogo. O atacante deveria mesmo falar menos e jogar mais, O peso do dérbi é sempre muito maior que qualquer competição. Ninguém quer perder NUNCA, não importa o que mais vamos disputar!

Quem não entendeu isso até agora é melhor procurar outro clube pra jogar.

Abraço a todos!