Erros de Luxemburgo determinam empate contra Nacional

obina_nacional“Sim, já sei o que muitos pensaram: ele insistirá em manter Diego Souza como atacante? E em escalar Fabinho Capixaba na lateral direita?”. Escrevi isso no post de apresentação da partida entre Palmeiras e Nacional do Uruguai, pelas quartas de final da Libertadores 2009. Infelizmente, Luxemburgo resolveu apostar nessa escalação, e se deu mal, além de, posteriormente, se equivocar em outras alterações. Resultado: empate em casa com a equipe uruguaia por um gol. Zero a zero dará a classificação a eles na partida de volta, enquanto para nós os empates só servem a partir de dois a dois. Outro um a um leva a decisão para os penais. Quem ganhar, fica com a vaga para a semifinal.

O começo da partida de hoje foi típico de Libertadores. De um lado, os visitantes abusando da cera, jogando fechados e tentando nos enervar. Do outro, um Palmeiras com nítidas dificuldades de armar jogadas, com dois laterais inoperantes (curiosamente, Armero estava pior do que Fabinho Capixaba), um meio de campo escondido e os zagueiros tentando armar na base do bumba meu boi. Resultado: um chute de longe de Souza aos 8 minutos foi o que fizemos de melhor, na parte inicial do jogo, enquanto os uruguaios, mesmo sem se esforçar muito, conseguiram duas, uma aos 12 minutos e outra aos 24.

Aí, aos 28 minutos, prossegue o show de horrores de Luxa: tira Souza, que vinha bem, e Fabinho Capixaba, para as entradas de Obina e Marquinhos, este último improvisado como ala. Aos 40 minutos, a melhor jogada do nosso ataque até aquele momento, com boa conclusão de Keirrison.

A etapa final apresentou um Nacional mais fechado do que nunca. Aos 10 minutos, Cleiton Xavier lança Keirrison, que ajeita com categoria para Diego Souza. O chute saiu forte, mas o goleiro uruguaio colaborou: um a zero Verdão. Mesmo com a vantagem, não fomos capazes de criar novas jogadas incisivas de gol, enquanto o Nacional deixava o tempo passar.

Aos 29 minutos, Luxemburgo se superou, tirando Keirrison para a entrada de Jumar Bianchi. Seria para garantir o um a zero? Seja como for, ele foi duramente castigado aos 35 minutos. Morales recebeu bola na intermediária alviverde, não foi pressionado por ninguém e lançou com tranqüilidade o atacante Garcia, que, livre na grande área, desviou para o fundo das redes de Marcos. Daí até o final, só dois chutes de longe (Cleiton Xavier e Marquinhos) e mais nada. E Roberto Brum, que havia acabado de entrar no Nacional, foi expulso aos 48 minutos.