Empates atrapalham ascensão

Lições básicas para times que disputam campeonatos de pontos corridos: empates são resultados não muito desejáveis, e empates em casa praticamente equivalem a derrotas. O palmeirense sabe muito bem do que estou falando, pois nossos dois resultados mais recentes foram empates. O primeiro, em casa (um a um), contra o mediano Juventude, em partida na qual nosso adversário deu uma sorte do tamanho do Parque Antarctica. O segundo, menos indesejável, mas empate assim mesmo, e pelo mesmo placar, contra o Internacional.

Esses dois pontos, faturados em seis disputados, de certa forma travaram nossa ascensão na tabela. Caímos para a décima terceira posição com 22 pontos ganhos, sendo que Juventude (o décimo primeiro) e Flamengo (décimo segundo) tem a mesma pontuação que nós, mas nos superam no saldo de gols (respectivamente, menos dois e menos quatro gols, contas nossos menos seis), e por sua vez temos também o mesmo número de pontos da Ponte Preta, que superamos no saldo de gols (o deles é menos nove).

Com isso, estamos novamente a apenas três pontos da temida zona de rebaixamento e a cinco da lanterna. E uma vitória na próxima rodada nos levará, no máximo, ao décimo lugar. Oito pontos nos separam da zona de classificação da Libertadores, e doze do líder do campeonato. Portanto, uma vitória contra o Fluminense, quarta-feira, no Parque Antarctica, será mais do que necessária para que possamos encerrar este conturbado (para nós) primeiro turno em uma posição ao menos mediana, e que nos impulsione rumo a um segundo turno mais poderoso e de acordo com nossas tradições. Cruzemos os dedos.