Empate com sabor de derrota e vexame no Pacaembu

Depois de tantos dias de preparação, treinos secretos, jogo-treino, condicionamento físico, atividades em dois períodos, etc…todos esperavam por uma boa vitória contra o Bahia. Era o mínimo que poderíamos esperar de um time que luta para ficar entre os primeiros colocados num campeonato onde mais da metade dos clubes luta contra o rebaixamento.

A torcida, o maior patrimônio desse clube, compareceu em bom número ao estádio e apoiou a equipe, que jogou bem por 15 minutos. O primeiro gol saiu logo de cara, depois de um ótimo cruzamento de Deyverson. O atacante que, na segunda etapa, sairia vaiado de campo.

Parecia que seria uma vitória fácil, mas o time se acomodou com o resultado e começou a dar espaços para o Bahia, que criou boas oportunidades. E o Palmeiras mais uma vez sofria com a falta de criatividade do seu meio-campo. Cuca insiste nesse 4-3-3 que todos sabem que não dá certo. Parece que faz de propósito.

E o problema tem sido exatamente esse, o treinador altera as peças o tempo todo, mas o time joga sempre do mesmo jeito. Um time sem alma, sem criatividade e que “apaga” dentro de campo, principalmente quando a partida parece que sob controle.

Com a vantagem de dois gols, o Palmeiras desistiu da partida e levou um lamentável gol de cabeça no final da primeira etapa. 2 a 1. Nem mesmo esse gol, no último lance do primeiro tempo foi capaz de acordar o time, que voltou ainda pior para um lamentável segundo tempo.

Insatisfeita com o que via em campo, a torcida pediu a entrada de Borja. O colombiano entrou no lugar de Deyverson e, como sempre acontece, não acertou absolutamente nada em campo. Mesmo cansado, o Willian Bigode joga muito mais do que esses dois juntos.

O time não reagia e o Fernando Prass garantia a vitória parcial com ótimas defesas, pois o Bahia chegava com muita facilidade pelo lado esquerdo. Tanto treino pra isso?

Para fechar o meio-campo, e fazer a alegria da torcida, Cuca colocou o Felipe Melo em campo. Aquele mesmo que nunca mais jogaria pelo Palmeiras, lembram? Pois é, esse é um retrato desse Palmeiras 2017.

Moisés mais uma vez não jogou nada e o Dudu fez o favor de perder um gol feito, que complicou ainda mais a nossa situação. Nada mudou, a bagunça continuava a mesma dentro de campo e o Roger Guedes entrou na vaga do esgotado Willian Bigode. O atacante fez um pênalti infantil no final da partida que, por muito pouco, não foi defendido pelo Prass.

Se não fosse uma falha bisonha daquele Regis, que passou por aqui no ano passado e quase não jogou, o Bahia teria virado o placar nos descontos. Olha, é tanta coisa errada que nem cabe mais aqui comentar, já escrevi muito. Só espero que as coisas melhorem com uma vitória por 1 a 0 contra o Atlético-GO…está muito difícil.

Abraço a todos!