Empate com gosto de derrota com gosto de vitória no Derby

Como assim, “empate com gosto de derrota com gosto de vitória”, seo Fabian Chacur? Calma, eu explico. No Derby realizado na noite deste sábado (9) no estádio do Pacaembu, o Palmeiras poderia ter aberto o placar com um pênalti, desperdiçado, tomou o chamado “gol espírita” nos acréscimos de um moleque da base alvinegra e, na base do abafa, empatou um minuto depois. Melhor não perder, ainda mais como poderia ter ocorrido (o tal gosto de vitória), mas em termos do que foi a partida e para nossas pretensões no Brasileirão 2019, um gosto de derrota, sim.

O primeiro tempo do clássico entre Palmeiras e Corinthians, que pode ter sido o último entre as duas equipes no histórico estádio paulistano, começou com o nosso adversário tendo boa oportunidade logo a 2 minutos em cabeçada de Boselli bem defendida por Weverton. Chute de Ramiro aos 6 minutos confirmou um início um pouco melhor do time treinado interinamente por Dyego Coelho.

Aos poucos, o Verdão foi tomando conta da posse de bola, mas sempre com problemas ou na finalização ou no passe final. Além disso, não soube aproveitar as várias oportunidades de bolas paradas, com Deyverson ou Gustavo Gómez cabeceando mal. Dessa forma, o jogo ficou de morno para frio, entediante.

Na etapa final, logo a 30 segundos, Deyverson cabeceou bem e Walter, que havia dado uma bela vacilada pouco antes, redime-se com uma bela defesa, espalmando.  Aos 15 minutos, foi a vez de Zé Rafael cabecear para defesa do goleiro alvinegro. Deyverson teve bela oportunidade aos 19 minutos, mas arrematou muito mal.

Aos 29 minutos, Manoel desviou a bola com o braço na área. Pênalti confirmado graças ao VAR, e absurdamente mal batido por Gustavo Scarpa, que telegrafou o canto e deu a chance para que Walter espalmasse, aos 31 minutos. Mesmo um pouco abalado, o Verdão continuou pressionando, e Borja, aos 40 minutos, dominou bem a bola na área e mandou um balaço que passou rente ao travessão. Faltou sorte…

 

Aos 44 minutos, Bruno Henrique manda uma bola na trave, enquanto aos 45 minutos Dudu faz bela jogada, mas na hora de finalizar chuta fraco. Aí, um dos clichês mais comprovados do mundo da bola se concretizou pela trilionésima vez: quem não faz, toma.

Em contra-ataque único na etapa final, o Corinthians conseguiu um escanteio. Após a cobrança, a bola foi rebatida da área e sobrou fora dela para o jovem lateral Michel Macedo, substituto de Fagner nesta partida, que acertou um belíssimo chute indefensável para Weverton. Um a zero pro nosso maior rival, aos 47 minutos. De cortar os pulsos.

Quando já se viam torcedores indo embora do estádio, o Palmeiras conseguiu o empate, em jogada de Dudu mal rebatida por Boselli que sobrou nos pés de Bruno Henrique, que não vacilou. Estávamos com, acredite, 48 minutos de partida, que acabaria aos 52 minutos com esse empate que não serviu para ninguém, a não ser para um certo time carioca, cada vez mais perto de levar a taça deste ano. Vida que segue.

As notas dos jogadores do Palmeiras:

Weverton- 6,0- Praticamente não trabalhou, e uma rara bola que veio no seu gol se mostrou indefensável.

Marcos Rocha- 6,5- Bem na marcação, melhorou no apoio na etapa final.

Gustavo Gómez- 6,0- Precisa treinar mais as cabeçadas na área adversária, pois não está acertando uma. Em termos defensivos, discreto, embora o adversário tenha atacado pouco.

Vitor Hugo- 6,5- Seriedade e disposição.

Diogo Barbosa- 6,0- Primeiro tempo fraco, melhorou no segundo.

Thiago Santos- 6,5- A regularidade, a disposição e o cartão amarelo de sempre.

Bruno Henrique- 8,0- Salvou o time de uma derrota que seria muito, mas muito dolorida mesmo. Tapa na cara de quem o chama de gambá…

Gustavo Scarpa- 4,0- Jogador promissor, mas que continua com muitos altos e baixos. Hoje, foi muito mal, não só por perder o pênalti, mas pelo conjunto da partida, errando muito. Saiu aos 38 minutos do segundo tempo para a entrada de Carlos Eduardo-sem nota.

Zé Rafael- 6,5- Se não brilhou, foi bem melhor do que Gustavo Scarpa e não merecia ter saído aos 20 minutos do segundo tempo, substituído por Willian-5,0, que ainda não voltou a ser o jogador que aprendemos a admirar.

Deyverson-4,0- Perdeu gols, errou passes, aquela “maravilha”… Saiu aos 25 minutos do segundo tempo para a entrada de Borja-5,0, que quase marca um golaço, mas sem nada muito além disso.